
A Câmara de Representantes dos Estados Unidos rejeitou hoje, em uma votação apertada, uma emenda republicana para impedir o fechamento da prisão americana na base naval de Guantánamo, em Cuba, onde estão mais de 200 presos.
O resultado da votação sobre a emenda do legislador republicano Jerry Lewis, de 213 contra 212, reflete a intensidade do debate político sobre as condições para o eventual fechamento do centro de detenções de Guantánamo, previsto para janeiro de 2010.
A emenda de Lewis, apresentada dentro do projeto de lei orçamentário para o Departamento de Justiça para o ano fiscal de 2010, proibia o uso de fundos federais para tramitar o fechamento da prisão.
O presidente Barack Obama assinou uma ordem executiva dois dias depois de sua posse, em janeiro, na qual ordenou o fechamento da prisão em um prazo de um ano, mas os legisladores exigem um relatório sobre o destino dos 229 estrangeiros presos em Guantánamo.
Visivelmente incomodado, Lewis disse a que votação apertada demonstra que, em nome da segurança nacional, os democratas ainda estão dispostos a desafiar o Presidente.
"O fechamento de Guantánamo é uma proposta perigosa e desaconselhável", insistiu Lewis, o republicano de maior categoria na Comissão de Dotações Orçamentárias da Câmara de Representantes.
Esta lei orçamentária contém cláusulas que exigem que a Casa Branca envie um relatório ao Congresso sobre seus planos para o destino dos presos, mas também proíbe a mudança destes para os EUA.
A Câmara aprovou na quarta-feira uma iniciativa de despesas suplementares para o ano fiscal em curso, que será votada hoje no Senado, que proíbe o uso de fundos federais para o fechamento da prisão de Guantánamo, no que resta do ano.
Os EUA já transferiram um prisioneiro para Nova York que será julgado em tribunais americanos. Outros nove foram enviados a outros países e o Governo de Obama negocia ainda com outros, entre eles Espanha e Itália, para que acolha outros presos.
Fonte: UOL
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