Segundo sindicato, foi assinado documento com a Reitoria. Professores e estudantes também se reúnem em assembleia.
Em uma assembleia que terminou por volta das 16h30 desta terça-feira (30), os funcionários da Universidade de São Paulo (USP) decidiram acabar com a greve que teve início no dia 5 de maio e completou 57 dias.
Segundo Aníbal Cavali, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), foi assinado um termo de acordo com a Reitoria estabelecendo o fim da greve porque foram atendidas algumas reivindicações da pauta específica, como a promessa de não descontar os dias parados nem de haver perseguição a quem tivesse participado da paralisação.
"No caso da readmissão do diretor do sindicato Claudionor Brandão, não houve mudança no posicionamento da reitoria. No entanto, consideramos a greve como um ponto positivo nesse caso porque provocou a antecipação de uma audiência de conciliação na Justiça do Trabalho para julho", afirmou Aníbal.
Desde as 16h, os professores fazem uma assembleia no anfiteatro da Faculdade de Geografia. Eles aderiram à paralisação em 5 de junho. Os estudantes devem se reunir às 18h na frente do prédio da reitoria.
Reunião com o Cruesp
A proposta da Reitoria não diz respeito ao reajuste salarial, que deve ser decidido pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).
Em reunião realizada na segunda (29) com representantes do Fórum das Seis, formado por funcionários e professores da USP, Unesp e Unicamp, não se chegou a um acordo e a proposta de reajuste nico de 6,05% foi mantida. "O Cruesp se mostrou absolutamente irredutível", disse João Chaves, coordenador do Fórum das Seis e presidente da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp).
Na Unesp, dois campi, Assis e Marília, foram atingidos pela greve de professores. A paralisação dos funcionários afeta nove campi. Na Unicamp, a greve foi suspensa na semana passada.
Reivindicações
Entre as reivindicações dos funcionários estão reajuste de 10% para docentes e de 16% para funcionários, além da incorporação fixa de R$ 200 aos salários. “Queremos receber metade do reajuste mais R$ 100 e, em setembro, discutiremos a outra metade mais R$ 100”, disse.
Na segunda-feira, também foi criado o Fórum pela Redemocratização das Universidades Estaduais Paulistas para discutir a realização de eleição direta para a reitoria.
A polêmica maior começou por causa da presença da Polícia Militar desde o início de junho na Cidade Universitária. A PM foi chamada pela reitora da USP, Suely Vilela, para cumprir uma ordem judicial de reintegração de posse por causa dos piquetes que impediam a entrada de funcionários no prédio da Reitoria.
A reintegração de posse foi pedida no dia 27 de maio. Dois dias antes, uma reunião do Cruesp com o Fórum das Seis chegou a ser suspensa após um grupo de estudantes invadir o prédio da Reitoria. Numa primeira reunião, realizada no dia 18 de maio, havia sido concedido um reajuste salarial de 6,05% para professores e servidores, percentual considerado baixo pelos grevistas.
No dia 9 de junho, funcionários, professores e alunos promoveram uma manifestação e fecharam a principal portaria do campus da USP. O ato terminou em confronto com policiais. Balas de borracha e bombas de efeito moral chegaram a ser usadas. Três pessoas chegaram a ser detidas.
No dia 18, um protesto organizado pelos grevistas saiu do Masp, na Avenida Paulista, e seguiu até a Faculdade de Direito, no Largo São Francisco, no centro da cidade. Os organizadores estimam ter reunido cerca de 3.000 pessoas.
No dia seguinte, estudantes contrários à greve e ao fechamento do “bandejão” (restaurante popular) da Faculdade de Química , único que ainda estava em funcionamento, tentaram fazer uma manifestação em frente ao sindicato dos trabalhadores, que acabou em confusão .
Comentário do editor do ENB
Não é de hoje que a USP é chantageada pelos sindicalistas da esquerda radical e alguns alunos ruidosos adeptos do Stalisnismo.
A maior parte das reivindicações não passa de marola com propósitos político-ideológicos.
Fonte: G1
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