O Google, dono do portal de vídeos mais acessado do mundo, o YouTube, ainda tenta encontrar uma forma de converter essa popularidade em lucro. O objetivo, agora, é "fazer dinheiro com isso", nas palavras do relações-públicas do site, Ricardo Reyes, apostando em conteúdo profissional, e não nos vídeos amadores que fazem o sucesso do serviço."Algumas emissoras pagam fortunas para ter seus shows e eventos [on-line]. Estamos incorporando conteúdo profissionalmente produzido, com a Nike e o Ronaldinho [por exemplo], fazendo as pessoas irem aos jogos", afirmou Reyes, durante evento em São Paulo.
Em abril, a empresa de estatísticas Screen Digest divulgou que o rival do YouTube, o Hulu, atrai um número distante de visitantes mensais em relação ao YouTube (são 8,5 milhões contra 89,5 milhões, respectivamente).
No entanto, em termos financeiros, o Hulu se saía melhor: embora nenhuma das companhias tenha confirmado as estimativas, a Screen Digest diz que o Hulu teve US$ 65 milhões de investimentos com propagandas nos EUA, dos quais US$ 12 milhões se converteram em lucro líquido.
O YouTube gerou US$ 114 milhões --mas sem nenhum lucro.
O enfoque, de acordo com Reyes, é "fazer do YouTube uma forma para nortear a informação". "Isso inclui acordos com emissoras televisivas, estúdios, promoção. É uma mudança de foco, da direção na qual pensamos", afirmou Reyes, após delinear a história do YouTube --cujo enredo inclui a inserção de vídeos sem autorização dos detentores de direitos autorais.
No mês passado, o YouTube fechou um acordo com os estúdios de Hollywood, a fim de criação de canais oficiais das produtoras de cinema norte-americanas.
Reyes afirmou também que o YouTube está desenvolvendo outras formas para buscas, de modo que o internauta possa fazer pesquisas "de nicho", a fim de encontrar propagandas que deseja.
"É um modelo de modernização da propaganda, útil aos usuários, em que você encontra os anúncios exatos que está procurando, não de modo intrusivo", explica.
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