Justiça dos EUA aprova plano do governo dos EUA para a Chrysler

A Justiça dos Estados Unidos aprovou na noite de terça-feira (5) o procedimento acelerado proposto pelo governo americano para auxiliar a montadora Chrysler, fixando para 27 de maio a decisão definitiva sobre a associação com a Fiat, que deve permitir a sobrevivência da empresa.

Ao fim de uma audiência que durou oito horas, o juiz federal para concordatas Arthur González rejeitou os argumentos de um grupo de credores da Chrysler, que consideravam ilegal o plano de reestruturação.

"É um procedimento justo e regular", afirmou o juiz, antes de destacar que "existe uma necessidade urgente de realização da venda".

O governo propôs que os envolvidos se apresentem até 20 de maio e que a Justiça tome uma decisão definitiva uma semana depois.

O governo pretende salvar a Chrysler até junho e criar uma "nova Chrysler" liberada das dívidas mais importantes, provavelmente associada à italiana Fiat.

A ofensiva dos credores contra os planos do governo para a Chrysler ocorreu depois do fracasso da renegociação da dívida da montadora ocorrido com esses mesmos grupos.

Para se reestruturar, a Chrysler anunciou acordo com a italiana Fiat, além de pedir proteção sob o "Capítulo 11" da Lei de Falências americana --o equivalente à concordata (ou recuperação judicial, no Brasil). O pedido da empresa vem pouco depois do presidente americano, Barack Obama, ter afirmado que apoiava a decisão da Chrysler tanto pela concordata como pela parceria com a Fiat.

Com a parceria, a Fiat ficará inicialmente com 20% de participação na Chrysler --parcela que pode chegar a 35% se certas metas forem atingidas pela empresa. A Fiat informou que poderá ainda assumir outros 16% até 2016 se os empréstimos feitos pelo governo à Chrysler forem todos pagos, chegando assim a uma participação de 51% --a parcela da Fiat na Chrysler não poderá exceder 49% até que todo o débito da montadora americana com o governo seja quitado.

A Chrysler tentou até o último momento chegar a um acordo com alguns dos bancos e fundos de investimento que formam o consórcio de credores da empresa, aos quais deve US$ 6,9 bilhões, mas não teve sucesso.

Fiat pretende reduzir quadro de pessoal da Opel na Alemanha, diz jornal

O executivo-chefe da Fiat, Sergio Marchionne, garantiu a continuidade das fábricas da Opel --subsidiária da americana GM (General Motors)-- na Alemanha, mas confirmou uma redução no quadro de funcionários caso seu grupo adquira a maioria do capital da montadora, informou a edição de hoje do diário alemão "Bild".

"Não queremos fechar qualquer fábrica na Alemanha. Precisaremos dessas fábricas no futuro. Mas, naturalmente, teremos de reduzir o quadro de funcionários", disse Marchionne ao "Bild".

executivo-chefe da Fiat afirmou ainda que "essas fábricas devem ser mais eficientes", mas não ofereceu números sobre o alcance da anunciada redução de elenco.

"A Opel nunca poderá ganhar dinheiro com seu atual tamanho, e se não se ganha dinheiro não se pode sobreviver. Compreendo o medo dos sindicatos, mas a realidade é esta", disse.

Marchionne afirmou também que ficará surpreso caso o governo alemão aceite a oferta do grupo austríaco-canadense Magna para comprar a maioria do capital da Opel, já que este consórcio pretende adquirir a montadora "com ajuda russa".

"Nosso plano é sério. Queremos formar um autêntico consórcio automobilístico europeu de sucesso no mundo todo: a seção automobilística da Fiat se fundiria com a Opel e a Chrysler. Assim, nos transformaríamos no segundo maior grupo mundial, atrás apenas da Toyota", assegurou.

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