
Sedãs 300C produzidos pela Chrysler (Foto: David Zalubowski/AP)
O juiz Arthur González, do Tribunal de Falências de Nova York, concedeu na noite de terça-feira (5) a autorização para que a Chrysler prepare a venda de seus ativos e a fusão com a Fiat, apesar da oposição de um grupo de credores da montadora americana.
González, que supervisiona a situação de concordata da Chrysler, opinou que deve receber as ofertas para a compra dos ativos da montadora antes do próximo dia 21, conforme o solicitado pela empresa.
Os advogados da Chrysler argumentaram que a empresa precisa de um processo rápido para garantir sua sobrevivência.
González determinou que vai revelar em 26 de maio a principal oferta pela Chrysler e que, no dia seguinte, será realizada a audiência final sobre a venda dos ativos.
O juiz também afirmou que o grupo de credores que forçou a concordata da companhia terá que ser identificado nesta quarta-feira (6) e rejeitou suas objeções.
Vários veículos de imprensa noticiaram que o grupo está composto por três fundos de investimento (Oppenheimer Funds, Perella Weinberg Partners e Stairway Capital), que se opuseram à oferta do Departamento do Tesouro americano de trocar os US$ 6,9 bilhões da dívida da Chrysler por US$ 2 bilhões de dólares em dinheiro.
Os três fundos representam ao redor de 30% da dívida de Chrysler. As instituições que têm os 70% restantes tinham aceitado a oferta do Tesouro. Porém, sem o consentimento unânime de todos os credores, a Chrysler teve que pedir concordata no último dia 30.
Os advogados desse grupo de credores, que também se opõe à fusão da Chrysler com a Fiat, tinham solicitado a González para que garantisse o anonimato de seus clientes por causa das supostas ameaças recebidas por seus executivos nos últimos dias.
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