
Saberi aparece trabalhando em uma imagem de arquivo; ela deve ser solta nesta segunda
Roxana Saberi, 32, a jornalista iraniano-americana condenada mês passado no Irã a oito anos de prisão por sob a acusação de espionar para os Estados Unidos, será solta ainda nesta segunda-feira, segundo informações do advogado dela, Abdolsamad Khorramshahi. Conforme o advogado, Saberi tem o direito de sair do Irã imediatamente.
Em entrevista à Reuters, o pai de Saberi, Reza, e a mulher dele, Akiko, afirmaram estar a caminho da prisão para levar a jornalista "de volta para casa".
Uma fonte judiciária do Irã ouvida pela agência de notícias Reuters afirmou que Saberi já deixou a prisão de Evin, em Teerã.
Saberi foi criada no Estado americano de Dakota do Norte. Ela estudou jornalismo e relações internacionais e, há seis anos, morava e trabalhava no Irã. Ela foi presa em janeiro passado, inicialmente acusada de comprar uma garrafa de vinho, já que o consumo de álcool é proibido no país. Mais tarde, a Chancelaria iraniana afirmou que a jornalista trabalhava de forma ilegal no país, pois suas credenciais de imprensa teriam expirado.
Pouco antes de se iniciar o julgamento --feito a portas fechadas--, a Justiça iraniana afirmou, sem dar maiores explicações, que Roxana trabalhava como 'espiã' americana e a condenou a oito anos de prisão.
Mas um tribunal de apelações acatou um recurso da defesa e reduziu a pena a um período condicional de dois anos. Saberi também ficará proibida de realizar trabalhos jornalísticos no Irã pelos próximos cinco anos.
O caso provocou tensão entre os EUA e o Irã. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que a prisão foi "arbitrária", "sem nenhum tipo de transparência". Ela disse, ainda durante o processo, que foram divulgadas informações contraditórias a respeito da situação da jornalista, o que demonstraria "a dificuldade que é tratar com governo no Irã".
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