Israel tem plano secreto contra divisão de Jerusalém


Cidade Velha de Jerusalém

O governo de Israel atua ao lado de organizações pró-assentamentos para cercar a Cidade Velha de Jerusalém com nove parques nacionais e ruas e avenidas em uma estratégia para mudar drasticamente a estrutura da cidade e impedir a partilha de Jerusalém com os palestinos.

Segundo reportagem do jornal de esquerda israelense "Haaretz", o plano foi elaborado pela Autoridade de Desenvolvimento de Jerusalém (ADJ), um organismo público encarregado de incentivar os investimentos e o desenvolvimento na cidade, e entregue ao ex-premiê Ehud Olmert, em 11 de setembro do ano passado.

O plano, segundo o jornal, "visa criar uma sequência de parques ao redor da Cidade Velha" em uma tentativa de "fortalecer a ideia de Jerusalém como capital do Estado de Israel".

O plano consiste em decretar áreas ao redor da Cidade Antiga de Jerusalém como parques naturais, caminhos públicos e locais turísticos, de modo que a população árabe fique cada vez mais sem terras e, dessa forma, alterar o "status quo" demográfico da região.

Segundo o jornal "Haaretz", o plano foi assumido pelo governo do premiê israelense, Binyamin Netanyahu, e por várias organizações de colonos.

Jerusalém tem mais de 700 mil habitantes, dos quais cerca de 200 mil são palestinos e se concentram na parte leste. Eles reivindicam Jerusalém como capital de um futuro Estado palestino. Ao contrário de seu antecessor Olmert, Netanyahu descarta qualquer tipo de concessão em Jerusalém.

Com esses parques, seriam unidos geograficamente bairros de maioria judaica do sul para o leste, e em linha reta para uma área ao nordeste de Jerusalém conhecida como E-1, onde Israel quer construir milhares de casas para colonos.

O E-1 é um dos projetos mais polêmicos ao redor de Jerusalém, porque, se for adiante, cortaria a Cisjordânia em dois pedaços e dificultaria a continuidade territorial de um futuro Estado palestino.

Com Efe

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