Força aérea de Israel ataca túneis na Faixa de Gaza

Ao menos uma pessoa ficou ferida no bombardeio; último ataque aconteceu há duas semanas

JERUSALÉM - Aviões de guerra israelenses atacaram nesta sexta-feira, 1, túneis subterrâneos na fronteira entre a fronteira da Faixa de Gaza e o Egito.

Segundo o governo israelense, os túneis são usados para contrabando de armas e de outros bens. O ataque deixou uma pessoa levemente ferida, de acordo com o Hamas.

O último ataque na região havia acontecido duas semanas atrás. Entre janeiro e dezembro, Israel invadiu a Faixa de Gaza para interromper o lançamento de foguetes do território contra o sul do país. O confronto com forças do movimento islâmico deixou 1,4 mil palestinos mortos e vitimou 13 israelenses.

Demolição de casas

Ainda nesta sexta, a Organização das Nações Unidas (ONU), pediu que Israel interrompa a demolição de casas árabes em Jerusalém Oriental. O governo do país alega um déficit imobiliário para construir novas residências nesta região da cidade, pretendida como capital de um futuro Estado palestino.

Novo Ataque




Coluna de fumaça indica alvo de novo bombardeio da Força Aérea de Israel a túneis clandestinos em Gaza; dois palestinos morreram

Dois palestinos morreram em uma série de bombardeios aéreos israelenses no sul da faixa de Gaza, em área fronteiriça com o Egito, segundo fontes médicas e de segurança locais.

A agência de notícias Efe fala que outras quatro pessoas ficaram feridas nos ataques.

Fontes de segurança do movimento radical islâmico Hamas, que governa Gaza, disseram que aviões de combate israelenses dispararam contra três túneis na zona fronteiriça que liga o território egípcio ao sul do palestino.

Moradores na região disseram ter ouvido uma série de explosões e que viram caças-bombardeiros F-16 sobrevoando a área.

As equipes de resgate e ambulâncias encontraram os dois cadáveres em meio aos escombros de um dos túneis destruídos.

O chefe do serviço de emergência do Ministério da Saúde em Gaza, Moawiya Hassanein, confirmou a morte de dois palestinos, cujos corpos foram levados para o hospital de Rafah.

A imprensa israelense também informou que os alvos dos bombardeios foram três túneis usados para o contrabando de armas em direção à faixa de Gaza.

Os ataques ocorreram depois que, pela manhã, grupos palestinos dispararam três bombas a partir da faixa de Gaza contra o território israelense, sem causar vítimas.

Os Comitês Populares da Resistência assumiram a autoria dos lançamentos de bombas.

O Exército israelense confirmou ter lançado vários ataques aéreos perto da localidade fronteiriça de Rafah, mas não deu mais detalhes.

A aviação israelense atacou ontem na mesma área outros dois túneis usados --segundo porta-vozes militares-- para introduzir armas em Gaza, depois do disparo de dois foguetes Qassam a partir desse território palestino contra solo israelense, que não causaram vítimas nem danos.

O uso de túneis por palestinos para o contrabando de produtos, combustível e outros materiais à faixa de Gaza cresceu depois que Israel intensificou o bloqueio à região, com a tomada do poder pelo Hamas em junho de 2007.

As mortes de hoje são as primeiras desde que Israel e as facções armadas palestinas, lideradas pelo Hamas, comprometeram-se há mais de três meses a respeitar um cessar-fogo temporário.

As duas partes anunciaram de forma separada o fim das hostilidades em 18 de janeiro, data em que terminou a ofensiva militar israelense em Gaza iniciada em 27 de dezembro, que deixou mais de 1.400 palestinos mortos e mais de 5.000 feridos, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza.

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