EUA registram novo aumento e casos de gripe suína ultrapassam 2.500

Os Estados Unidos registraram neste domingo um novo salto no número de casos de gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1), no país. O novo relatório do Centro de Prevenção e Controle de Doenças americano (CDC) afirma que há 2.532 casos da doença registrados em 44 Estados, 300 a mais que o balanço anterior.

O centro confirmou ainda a terceira morte por gripe suína registrada no país, um homem de cerca de 30 anos que tinha problemas de coração. A gripe suína agravou seu estado de saúde e ele morreu na quinta-feira passada (7) no Estado de Washington.

As outras duas vítimas foram Judy Trunnell, uma professora do Texas que morreu na terça-feira passada (5), e um bebê mexicano que visitava parentes nesse mesmo Estado.

Os EUA permanecem assim como o país com o maior número de casos da doença. O méxico, considerado epicentro da doença e que liderou a lista por vários dias, tem 1.578 casos de gripe suína confirmados em laboratório.

Segundo o CDC, o vírus está presente em 44 dos 50 Estados e os que registraram mais casos são Illinois, Wisconsin, Arizona, Nova York e Califórnia.

O CDC alertou que prevê "mais casos, mais hospitalizações e mais mortes por este surto" nos próximos dias e semanas nos EUA. Segundo o centro, apenas 10% dos casos da doença foram resultado de contaminações no México.

Mesmo diante do aumento, os 166 colégios que permanecem fechados por terem apresentado casos da gripe entre seus alunos ou professores reabrirão suas portas entre as próximas segunda e terça-feira.

Anne Schuchat, da direção do CDC, disse neste sábado à imprensa que os casos confirmados e suspeitos de contágio do vírus somam quase 3.000 nos EUA, mas apenas 104 pessoas estão hospitalizadas.

O número de casos aumentou exponencialmente nos últimos dias, embora isso se deva a uma melhora nos testes de detecção, segundo o CDC, que começou a enviar seu novo sistema de diagnóstico ao exterior para ter uma visão mais exata da amplitude do problema.

Balanço

Os novos números do centro americano ainda não foram confirmados pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que registra 2.254 casos e duas mortes no país.

O balanço mundial da organização aponta ainda que os casos de gripe suína saltaram de 3.440 para 4.379 em 29 países, segundo o balanço mais recente da OMS.

O México, considerado foco da doença e que liderava a lista de países mais atingidos até quinta-feira passada (7), tem 1.626 casos confirmados em laboratório. O país, contudo, permanece com o maior número de mortes pela doença --45, segundo a organização. O governo mexicano, contudo, já registra 48 mortos.

O Canadá aparece em terceiro na lista, com 280 casos da gripe suína e uma morte --uma mulher da Província de Alberta.

O novo balanço traz ainda a Costa Rica, que salta de um para oito casos confirmados da doença e registra sua primeira morte --um homem de 53 anos.

A organização registra ainda casos da doença na Argentina (1), Austrália (1), Áustria (1), Brasil (6), China (1 em Hong Kong), Colômbia (1), Dinamarca (1), El Salvador (2), França (12), Alemanha (11), Guatemala (1), Irlanda (1), Israel (7), Itália (9), Japão (4), Holanda (3), Nova Zelândia (7), Panamá (3), Polônia (1), Portugal (1), Coreia do Sul (3), Espanha (93), Suécia (1), Suíça (1) e Reino Unido (39).

A OMS mantém ainda o alerta para que turistas que apresentam sintomas de gripe adiem planos de viagem e para aqueles que voltam de algum país com casos registrados de gripe suína, que procurem um médico se sentirem qualquer sintoma.

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