Casos de gripe suína no mundo passam de 10 mil, diz OMS

EUA e Japão tiveram maior número de contaminações nas últimas 24 horas; México não tem nenhum novo caso


Japoneses desinfetam mãos para evitar gripe/Yuriko Nakao/Reuters

GENEBRA - O número de pessoas contaminadas pelo vírus A H1N1, causador da gripe suína, chegou a 10.243 em 40 países, segundo balanço diário divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta quarta-feira, 20. Ao menos 80 pessoas já morreram por causa da doença. Segundo a porta-voz da OMS Fadela Cháib, a maioria 413 casos novos registrados nas últimas 24 horas vem dos EUA e do Japão. O país americano responde por 346 destas contaminações, e o asiático, por 51.

Os EUA lideram o ranking de casos, com 5.469 pessoas doentes e seis mortes. O México, onde começou o surto, registra 3648 casos e 72 mortes, mas nenhuma nova contaminação foi confirmada nas últimas 24 horas. O Canadá tem 496 casos e uma morte. O Japão conta 210. Na Europa, Reino Unido (102) e Espanha (107) são os países com maior número de casos. O Brasil tem oito contaminações.

Instituto Butantan vai produzir vacina da gripe suína


Instituto Butantan

GENEBRA - O Instituto Butantan vai produzir a vacina da gripe suína, com ou sem a autorização do governo federal. A ideia inicial é produzir 100 mil doses, mas o total pode chegar a 1 milhão se o vírus se espalhar no País. Ontem, a entidade foi uma das poucas farmacêuticas convidadas pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, para uma reunião em Genebra para montar uma estratégia de produção da vacinas contra o vírus A (H1N1).

Mas o encontro mostrou que não há acordo sobre como entregar as vacinas aos países pobres nem quais seriam os preços. Os únicos que prometeram ajudar a formar estoques de vacinas na ONU foram as empresas dos países em desenvolvimento. As multinacionais mantiveram seus planos em sigilo. Para o diretor do Butantan, Isaias Raw, a reunião deixou claro que existe um monopólio na produção de vacinas.Há um lobby para impedir que haja uma queda nos preços das vacinas. Esse grupo é pior que o dos produtores de petróleo, disse.

Durante o encontro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) iniciou negociações para garantir não apenas um preço adequado para as vacinas, mas uma garantia de que os países pobres terão acesso aos produtos. A decisão sobre o início da produção não foi tomada e alguns alertam que o dilema é se essa fabricação geraria interrupções no abastecimento de vacinas para a gripe sazonal.

Site do Instituto Butantan

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