Segundo organização, o país assumiu compromisso de seguir 'normas de transparência e intercâmbio de dados'
PARIS - A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) anunciou nesta sexta-feira, 3, a retirada do Uruguai da lista negra dos paraísos fiscais depois que as autoridades de Montevidéu assumiram o compromisso oficial de seguir "as normas de transparência e intercâmbio de informações sobre questões fiscais". A decisão foi tomada um dia após a OCDE divulgar uma lista negra com os paraísos fiscais. Na lista, estavam entre os que menos cooperam a Costa Rica, o Uruguai, a Malásia e as Filipinas.
Também foi divulgada uma espécie de lista cinza com países que concordaram em melhorar o padrão de transparência mas ainda não assinaram os acordos internacionais necessários inclui Luxemburgo, Suíça, Áustria, Bélgica, Cingapura e Chile, assim como as Ilhas Cayman, Liechtenstein e Mônaco.
A divulgação da lista foi um pedido do G-20, grupo que reúne países ricos e economias emergentes. O grupo pretende agir, inclusive com sanções, contra jurisdições não-cooperativas, incluindo paraísos fiscais, usando informação da OCDE como sua base. Os centros não-cooperativos são acusados de sediar evasores fiscais estrangeiros, que aplicam bilhões de dólares inacessíveis a suas autoridades locais.
A China está incluída na terceira lista, a "branca". Mas segundo a OCDE, as duas regiões administrativas especiais chinesas - Hong Kong e Macau - somente "se comprometeram a implementar" o padrão de impostos acertado internacionalmente.
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