Fujimori acena ao chegar no tribunal para ouvir sua sentençaLIMA - O ex-presidente Alberto Fujimori foi condenado a 25 anos de prisão pelas acusações de assassinato e sequestro durante a década de 1990, considerados pelo tribunal como "crimes contra a humanidade". Fujimori é o primeiro ex-presidente democraticamente eleito da história a ser julgado em seu próprio país por violações dos direitos humanos.
Um painel formado por três juízes considerou Fujimori culpado de ter ordenado que um esquadrão militar matasse 25 pessoas em dois massacres realizados durante seu governo de 1990 a 2000, quando ele enfrentava a oposição de guerrilhas. Promotores pediram uma pena de 30 anos de prisão para Fujimori. O ex-presidente negou as acusações, e sua defesa disse que recorrerá da decisão.
O magistrado Martín qualificou os crimes cometidos como "a mais grave e severa desvalorização da pessoa" por parte de Fujimori. "Interponho um recurso de nulidade", afirmou Fujimori, quando questionado sobre a sentença. O promotor José Peláez se disse satisfeito com a pena imposta.
Durante a leitura da sentença, o ex-líder entrou na sala, cumprimentou seus parentes que estavam no local e se sentou em uma cadeira, onde tirou um caderno e uma lapiseira para fazer anotações. O presidente da sala, César San Martín, disse que a sentença foi definida por unanimidade e demandou o trabalho coletivo e constante desde o primeiro dia".
O ex-líder (1990-2000) é acusado pelo assassinato de 15 pessoas, entre elas uma criança, que participavam de uma festa na área de Barrios Altos em 1991, e de nove estudantes e um professor da Universidade La Cantuta em 1992. Além disso, Fujimori foi processado pelo sequestro do jornalista Gustavo Gorriti e do empresário Samuel Dyer em 1992. San Martín disse que o grupo militar encoberto Colina, autor material dos massacres, cometeu 50 assassinatos em 15 meses de atividade, e que o governo de Fujimori desenvolveu uma febril atividade para esconder os fatos após saírem ao conhecimento público.
Fujimori chegou a desfrutar de uma grande popularidade por ter fortalecido a economia do país e derrotado a insurgência maoísta Sendero Luminoso, mas um escândalo de corrupção derrubou seu governo em 2000 e ele escapou para o exílio no Japão. Atualmente com 70 anos, ele deve passar o resto de sua vida atrás das grades.
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