Jorge Serrão
O Movimento Social Terrorista no Brasil agora inova em suas táticas de crueldade. Além de invadir propriedades, destruir bens e se apossar das coisas que não lhes pertencem, radicais do MST agora pretendem usar crianças (filhos de seus membros manipulados ideologicamente) como “escudos humanos”, na hora em que suas invasões forem reprimidas legalmente.
A nova manobra de guerrilha do MST tem dois objetivos. O primeiro é atrasar, inibir e constranger a ação das autoridades na desocupação das áreas invadidas. O segundo é jogar a culpa por eventuais mortes ou ferimentos de crianças nas forças repressivas (seguranças de fazendeiros, Polícias Militares ou até no Exército, se for o caso de seu emprego). Os “escudos” podem acabar feridos pelos próprios guerrilheiros rurais, apenas para jogar a culpa na “repressão ao movimento social”.
A nova tática operacional terrorista do chamado "quarto elemento do crime organizado" foi denunciada pelas seções de informações do Exército. Comandantes de área já repassaram a informação ao Alto Comando do EB. O fato será denunciado ao Ministério Público, onde existem invasões do MST, MLST, Liga dos Camponeses Pobres e Via Campesina. Também serão mobilizados os Conselhos Tutelares e as Varas de Infância e Juventude.
Juízes, promotores e conselheiros têm obrigação de proteger as crianças para que não sejam usadas nas manobras de terror. Pais ou (i)rresponsáveis que emprestarem suas crianças para servir de “escudos” correm o risco de prisão e punição com a perda da guarda dos filhos.
Resta saber se serão punidos os responsáveis por defender as crianças e punir quem as usa como massa de manobra do terror. Com a palavra o Ministério Público.
O caçador e a Raposa
Por que o Príncipe Charles visita a Amazônia, às vésperas do julgamento da Raposa/Serra do Sol. Vem falar sobre a proteção das florestas?
“Anos atrás, havia quem censurasse o príncipe prevaricador por sua crueldade na caça à raposa. Hoje, percebemos que o interesse pela "Raposa" também tem outras conotações: desmembrar o Brasil, criando uma nação indígena que seja dócil aos interesses do primeiro mundo”.
Leia o artigo do Gelio Fregapani na edição do Alerta Total de hoje: Príncipe Charles, a caça e a raposa
Terroir tipo exportação
O velho pesquisador sênior na Universidade de Yale (EUA) e autor dos livros “O Moderno Sistema Mundial” e “O declínio do Poder Americano” soltou uma das maiores pérolas do desentendimento social, em seu mais recente artigo “Aprendendo com o Brasil”.
Immanuel Wallerstein, de 78 anos, defende a tese de que o MST seria um bom exemplo a ser seguido pela esquerda americana, se os EUA tivessem qualquer coisa comparável a ele, em termos de movimento social forte, para pressionar o presidente Barack Obama.
Se a ideia do professor for levada a sério, daqui a pouco serão exportados para os EUA José Rainha Júnior, João Pedro Stédile e seus demais companheiros do movimento social terrorista.
Armação ilimitada
A Folha de S. Paulo denuncia que a Polícia Federal investiga uma “aliança informal” entre sem-terra e madeireiros no interior de Rondônia.
O esquema abrange, segundo a PF, a escolha da propriedade, a invasão, a expulsão do fazendeiro, o desmate e a divisão do lucro com a venda da madeira.
Do lado dos sem-terra, a parceria é composta pela LCP (Liga dos Camponeses Pobres), uma dissidência do MST.
Ironia perigosa
O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz praticou ontem uma perigosa ironia, usando os movimentos sociais de sem-terra para atacar seu inimigo número 1, o banqueiro Daniel Valente Dantas.
Protógenes promete revelar na CPI dos Grampos, em 1º de abril, em que condições as terras de Daniel Dantas, atualmente ocupadas pelos sem-terra, foram adquiridas:
“Ocupar fazenda de banqueiro bandido é dever do povo brasileiro. No dia 1º, o povo vai ver em que condições essas terras foram adquiridas. Não estou aqui fazendo apologia criminosa de nada, não estou criminalizando nada e não estou incentivando ninguém a invadir terra produtiva, não é isso que se trata. Estou falando que vou revelar ao Brasil e ao povo brasileiro em que condições essas terrras foram adquiridas”.
A invasão
No último dia 28 de fevereiro, cerca de 200 famílias ligadas ao MST invadiram a fazenda Espírito Santo, no município de Eldorado dos Carajás, sudeste paraense.
As terras pertencem à Agropecuária Santa Bárbara, uma das empresas do Grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas.
A coordenação do MST na região informou que a invasão foi um protesto às recentes declarações do ministro do STF, Gilmar Mendes, de que repasses de verbas públicas ao movimento são ilegais.
A Fazenda Espírito Santo foi invadida ainda em dois outros pontos por cerca de 200 pessoas.
Grampos na cabeça
A Comissão Parlamentar de Inquérito das Escutas Telefônicas Clandestinas da Câmara, cujos trabalhos foram prorrogados até o dia 15 de abril, tem uma semana movimentada.
Integrantes da CPI viajam a São Paulo em diligência para conversar com os juízes do Tribunal Regional Federal, da 3ª Região, a respeito das investigações sobre as Operações Satiagraha e Chacal.
Querem ouvir os juízes Fausto De Sanctis e Luiz Renato Pacheco, e pedir a eles que forneçam documentos sobre as duas operações.
Escutando o delegado
O relator da CPI, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), pretende ouvir, na quarta-feira, às 12h, na sede do Departamento de Polícia Federal, em Brasília, o delegado Amaro Vieira Ferreira.
O policial é o responsável pelas investigações sobre o vazamento da Operação Satiagraha.
Também na quarta-feira, às 15h, os integrantes da CPI dos Grampos vão à sede da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para a tomada dos depoimentos de Lúcio Fábio de Godoy de Sá, oficial de inteligência da Abin, e Jerônimo Jorge da Silva Araújo, agente de inteligência da Abin.
Arapongagem
O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz afirmou que o ministro Carlos Alberto Direito, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconheceu em uma decisão recente a legalidade do trabalho da Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, com a Polícia Federal.
Protógenes interpreta que a decisão já revela uma mudança de comportamento do STF sobre o uso de arapongas da Abin nas investigações da Operação Satiagraha.
Protógenes foi afastado da operação acusado de ter cometido excessos, entre eles o uso de agentes da Abin.
Mais explicações
O delegado Protógenes afirmou que irá à CPI dos Grampos no início de abril, para esclarecer todos os pontos da investigação.
O delegado promete explicar qual foi a participação de cada personagem:
“Não sou portador de interesse privado, de partido político, de instituição nenhuma. Não faço parte de nenhuma guarda pretoriana ou governamental. Sou um servidor público federal e vou exercer o meu dever de explicar ao povo brasileiro o que se passou em todo este processo de investigação, que durou quatro anos”.
Crítica direta
Protógenes voltou a atacar ontem a decisão do STF de conceder dois habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas, acusado de corrupção:
“Os Estados Unidos já deram o exemplo ao algemar um banqueiro bandido. Já o nosso banqueiro tem que ser homenageado e cortejado, até mesmo ameaçando altas autoridades no submundo sujo do jogo de poder. Temos de inverter este estado de coisas”.
Protógenes garante que todos os dados da Operação Satiagraha foram coletados com autorização judicial e fiscalização da Procuradoria da República, pautados dentro da lei e da legalidade.
Socialismo em marcha
O presidente da Bolívia, Evo Morales, entregou a indígenas guaranis terras recém-confiscadas de cinco proprietários em Alto Parapetí, na região de Santa Cruz.
Foi uma nova demonstração de força perante a oposição conservadora, onde, há quase um ano, fazendeiros atacaram a balas técnicos agrícolas do governo.
Os fazendeiros afetados pela medida, entre eles o norte-americano Ronald Larsen, não cumpriram a ameaça de impedir a ação realizada no sábado, mas avaliavam a possibilidade de apelar à Justiça após a expropriação de suas terras sem indenização, admitiu o governo.
O discurso
Protegido por uma forte mobilização militar e policial, conforme mostrou a tevê estatal em imagens ao vivo, Morales entregou os títulos de propriedade de pouco mais de 38.000 hectares a pequenos produtores e à comunidade guarani:
“Hoje, aqui, estamos começando a por fim ao latifúndio na Bolívia”.
Morales garantiu que a propriedade privada "sempre será respeitada", condicionando essa promessa, no caso das terras, ao cumprimento de uma nova Constituição indigenista e socialista que limita a propriedade agrícola a 5.000 hectares e obriga a cumprir objetivos econômicos e sociais.
Chávez também radicaliza
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, ordenou ontem que o Exército tome os portos e aeroportos do país, com o objetivo de obter o controle das instalações que estão nas mãos de governos estatais da oposição, que resistem a transferir a gestão dessas unidadas ao poder central:
“Vamos assumir portos e aeroportos pela República, quem quiser pode se opor a isso, mas é a lei da República”.
Chávez radicalizou depois de o Congresso ter aprovado a Lei de Descentralização, que permite que o governo central assuma estradas, portos e aeroportos que considere de interesse nacional.
Detonando a oposição
Chávez ordenou que a Marinha tome, ainda esta semana, os portos de Maracaibo e Puerto Cabello, situados nos estados de Zulia e Carabobo, em cumprimento às reformas da nova lei.
O estado de Zulia é governador pelo opositor Pablo Pérez, do partido Un Nuevo Tiempo (UNT), enquanto que à frente do estado de Carabobo está Enrique Salas, do partido de oposição
Proyecto Venezuela.
Após a aprovação das reformas, os dois governamentes declararam que tentariam defender as atribuições que até o momento tinham sobre essas instalações portuárias.
Ameaça direta
Chávez advertiu que, se os governadores se negarem a acatar a lei, poderiam ser detidos como qualquer outra pessoa que violar ou resista a cumprir com a ordem legal.
“Nenhuma autoridade aqui, prefeito ou governador ou o que seja, pode se opor à Constituição e às leis da República dando a interpretação que mais lhe convém. O governador de Zulia (Pablo Pérez) também disse que defenderá o porto de Maracaibo. Bom, terminará preso. Vamos tomar o porto de Maracaibo e Puerto Cabello. Vamos acabar com as máfias que estão ali, incluindo as máfias do narcotráfico. Nenhum venezuelano pode se declarar acima da lei. A lei foi aprovada e é para ser cumprida. E o governo vai fazer com que se cumpra”.
Chávez explicou que uma das razões para que o governo tenha decidido assumir o controle dos portos de Maracaibo e Puerto Cabello é que estão na mão de máfias ligadas a contrabando, narcotráfico e corrupção.
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