
da France Presse, em Helsinque
"No conjunto, os planos afetarão aproximadamente 1.700 funcionários no mundo todo. Onde for possível, a Nokia fará consultas com os representantes dos trabalhadores sobre esses planos", afirma a empresa em um comunicado.
Procurada pela Folha, a assessoria de imprensa da empresa informou que ainda não há um posicinamento sobre o possível reflexo do anúncio no país. A companhia opera ainda na China, EUA, Índia, Alemanha, Reino Unido, Hungria, México e Coréia do Sul.
O diretor de comunicação da Nokia, Arja Suominen, declarou à agência de notícias France Presse que a nova redução do quadro de funcionários integrará os planos anunciados em dezembro para o corte de custos em pelo menos 700 milhões de euros (US$ 911 milhões) nos próximos dois anos.
"Desde então anunciamos várias iniciativas. Esta é uma iniciativa nova", afirmou.
No dia 24 de fevereiro a Nokia informou que planejava demitir mil funcionários em todo o mundo, priorizando as aposentadorias antecipadas. No dia 11 do mesmo mês, a empresa já havia anunciado o plano de reestruturação, mas previa um número menor de demissões --à época foram anunciadas 410 demissões. Também havia sido anunciada a suspensão temporária de outros 2.500 postos de trabalho na Finlândia.
Em janeiro, a Nokia informou que seu lucro caiu 32% no quarto trimestre de 2008, para 576 milhões de euros, pela queda das vendas e dos preços dos produtos. Além disso, o faturamento caiu 19,4%, ficando em 12,66 bilhões de euros. No último trimestre de 2008 as vendas diminuíram em todo o mundo, incluindo os países emergentes. A América Latina foi a única região que registrou uma tendência contrária, com um aumento de vendas da marca Nokia de 7,9%.
O diretor-executivo da companhia, Olli-Pekka Kallasvuo, afirmou em um comunicado divulgado então que a indústria de telefonia celular foi afetada pelos efeitos da crise financeira mundial, que reduziram a confiança dos consumidores e as possibilidades de conseguir crédito.
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