O presidente americano, Barack Obama, disse nesta segunda-feira (30) que a General Motors (GM) e a Chrysler não estão se reestruturando "com a suficiente rapidez", e anunciou que concederá às empresas mais um prazo para resolverem seus problemas.
A GM terá 60 dias para reorganizar-se enquanto a Chrysler terá 30 dias para discutir a possibilidade de uma fusão com a italiana Fiat. Se não puderem mostrar progresso, a falência da Chrysler passa a ser uma opção e o governo pode forçar a quebra da GM.
Obama apresenta plano para indústria automobilística ao lado do secretário do Tesouro Timothy Geithner (Foto: Reuters)A administração americana rejeitou os planos de reorganização das montadoras porque, conforme o presidente dos EUA, "após análise cuidadosa, foi determinado que nenhuma delas avançou no sentido de garantir novos investimentos como o solicitado".
"Assim, estou anunciando que minha administração oferecerá à GM e Chrysler um determinado prazo para que trabalhem com credores, sindicatos e acionistas a fim de reestruturar a empresa de forma a justificar um investimento adicional, período em que devem produzir planos que deem ao povo americano a confiança nas perspectivas de longo prazo dessas companhias", observou Obama.
O presidente americano advertiu, ainda que “há empregos que não poderão ser salvos e fábricas que não serão reabertas”, mas prometeu não virar as costas para a indústria.
“Não podemos, não devemos e não deixaremos que a nossa indústria automobilística desapareça”, prometeu Obama nesta segunda-feira (30) ao apresentar à Casa Branca um plano de resgate ao setor.
“Este setor é mais que qualquer outro um emblema do espírito norte-americano e um símbolo de êxito dos Estados Unidos”, disse Obama. “É um dos pilares da nossa economia”, completou.
GM pode recorrer à lei de falências
A General Motors vai tomar "quaisquer medidas" necessárias para se reestruturar, incluindo um possível pedido de proteção judicial contra falência, disse o novo presidente-executivo da companhia, nesta segunda-feira.
Fritz Henderson, que substituiu Rick Wagoner, afirmou em comunicado que a companhia enfrenta "desafios significativos", mas que está "completamente comprometido em completar com sucesso a reinvenção da GM".
Henderson disse que a companhia poderia utilizar os próximos 60 dias para tratar de "questões difíceis", incluindo acordos de concessão com detentores de títulos da empresa e com o sindicato United Auto Workers.
"Nossa preferência mais forte é completar essa reestruturação fora dos tribunais", disse Henderson. "No entanto, a GM vai tomar quaisquer medidas que sejam necessárias para reestruturar a companhia com sucesso, o que pode incluir um processo supervisionado pela Justiça."
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