Secretária de Estado intervém na disputa pelo retorno de criança aos EUA
JERUSALÉM - A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse estar pressionando o governo brasileiro pelo retorno de um garoto de 8 anos para o convívio com seu pai biológico, que vive em Los Angeles. Sean Goldman vive hoje com o padrasto no Rio de Janeiro. Em entrevista à rede norte-americana NBC, de Jerusalém, nesta quarta-feira, 4, Hillary disse que David Goldman seguiu todas as regras "sob todas as leis internacionais de adoção conhecidas" e deveria ficar com a guarda de seu filho.
A mulher brasileira de Goldman levou o garoto com ela ao Brasil em 2004 e nunca retornou aos Estados Unidos. Ela se divorciou dele, casou novamente e morreu no ano passado, após dar à luz. Segundo a BBC, o pai do menino viajou para o Brasil dias depois, na tentativa de recuperar a guarda do filho, mas a Justiça brasileira concedeu a guarda de Sean ao viúvo de Bruna, João Paulo Lins e Silva.
Goldman se encontrou no mês passado pela primeira vez com o filho em cinco anos. Ele e o padrasto travam uma longa batalha judicial pela guarda da criança. Os comentários de Hillary ocorrem duas semanas antes de uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a seu colega Barack Obama, em Washington.
Segundo o NYT, o Departamento de Estado já enviou o caso ao governo brasileiro, de quem espera cooperação. O pai do menino também entrou com processo na Justiça brasileira, mas apesar de um juiz federal ter concordado que a transferência de Sean para o Brasil ocorreu de forma ilegal, ele determinou que o menino deve ficar no país, onde já está adaptado.
Segundo informações do Departamento de Estado publicadas pelo NYT, há cerca de 50 casos relacionados à Convenção de Haia com crianças sequestradas nos Estados Unidos e levadas para o Brasil. Neste mês, o caso voltou à Justiça Federal brasileira, onde deverá ser tratado como um caso da Convenção de Haia, afirmam os advogados de Goldman.
Nota do Editor:
É um absurdo a justiça brasileira conceder a guarda ao padastro. Em qualquer lugar do mundo o pai biológico não poderia ser preterido. No caso Elian Gonzales, a justiça americana decidiu por repatriar o menino a Cuba, para ficar com o pai.
Nenhum comentário:
Postar um comentário