EUA condenam proposta chinesa, russa e inglesa de criar, no FMI, uma nova moeda global alternativa ao Dólar

Jorge Serrão

Ontem ocorreu um dos mais tensos capítulos da guerra oculta da Oligarquia Financeira Transnacional, que controla o processo de globalização, para acabar com a soberania dos Estados Unidos da América. Os norte-americanos foram obrigados a rejeitar, pública e formalmente, a proposta de criação de uma “moeda global” – como desculpa para conter a crise mundial.

A discussão sobre o assunto seria tratada, a portas fechadas e à boca pequena na reunião de cúpula do G-20, marcada para 2 de abril, em Londres. A proposta de moeda alternativa ao Dólar foi defendida pela China e pela Rússia – coincidentemente, países onde prevalece o Capimunismo financeiro. Grandes corporações transnacionais – mais ligadas aos ingleses e à velha nobreza européia – defendem a mesma idéia. O principal promotor acadêmico da criação da “nova moeda” – que reduziria a hegemonia econômica dos EUA – é o prêmio Nobel de economia e professor da Universidade de Columbia, Joseph Stiglitz.

A polêmica sobre o futuro do dólar como moeda de reserva internacional vai pegar fogo entre os membros dos diferentes clubes de poder global. Stiglitz defende uma velha proposta, feita há mais de 75 asnos, pelo economista John Maynard Keynes, de que o Fundo Monetário Internacional criasse uma nova moeda de reserva global. A tese dele – e que Stiglitz defende hoje – é que a nova moeda seria mais estável, porque não dependeria da sorte de nenhum país.

Em palestras e artigos, Joseph Stiglitz reclama que os EUA bloqueiam os esforços para a criação de um sistema financeiro global, multilateral, estável e justo. Critica também que os EUA exportaram a filosofia da desregulamentação financeira, cujo custo se revelou altíssimo tanto para eles mesmos quanto para o mundo. Por isso, Joseph Stiglitz cobra do presidente Obama que embarque na idéia da nova moeda global como alternativa para o dólar.

Ontem, o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, e o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, rebateram as sugestões de Joseph Stiglitz durante audiência no Congresso americano. O ex-presidente do Fed, Paul Volcker, foi na mesma linha, e atacou os capimunistas chineses, que dançam conforme a música tocada pela Oligarquia Financeira Transnacional.

Para Volcker, a China não vende suas posições em dólar porque não quer afetar sua própria moeda. A China tem US$ 1 trilhão 950 bilhões em reservas e defende o uso dos Direitos Especiais de Saque (DES), criados em 1965 pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), como um ativo de reserva internacional. O uso dos DES, que nunca decolou de verdade, será um tema espinhoso na reunião londrina do G-20.

Sobre manobras capimunistas, leia abaixo o artigo de Arlindo Montenegro: Colômbia resiste ao comunismo

Puro Capimunismo

Reportagem do Valor Econômico revela que o BNDES é dono da maior carteira de ações do País - quase R$ 60 bilhões.

Por meio de sua subsidiária de participações, a BNDESPar, tem presença direta e indireta em mais de 300 empresas - em 186, está presente no capital e em outras 120 participa por meio de seus 35 fundos de investimento.

O BNDES tem participações concentradas nos setores de petróleo e gás, energia elétrica e mineração.

Mais uma indicação de que a economia brasileira é mesmo Capimunista, com o Estado ajudando empresários (que depois são tidos como brilhantes gênios) a ficarem cada vez mais mi ou bilionários.

Aos aliados tudo

Neste mês, o banco colocou R$ 150 milhões na LLX, empresa de logística do grupo EBX, de Eike Batista, para ter uma participação de 12,05%, pois considera o projeto de construção de dois portos no litoral fluminense muito importante para as exportações brasileiras.

Agora o banco oficial vai apoiar os processos de consolidação de companhias como VCP-Aracruz e BRT- Oi.

Só no ano passado, o BNDES gastou R$ 14 bilhões com operações de aquisição de participações em novas empresas.

Pacotão eleitoral

O pacote de estímulo à construção civil que o chefão Lula lança hoje prevê o uso de R$ 16 bilhões numa espécie de bolsa-habitação.

Adiado desde dezembro, o pacote habitacional será lançado com uma grande festa política no Itamaraty.

O programa entregará casas a famílias com renda de até três salários mínimos (R$ 1.395) cobrando prestações simbólicas.

Do total, R$ 16 bilhões sairão do Tesouro Nacional apenas para atender famílias com renda de até R$ 1.395.

Empreiteiros agradecem

O dinheiro não sairá do Tesouro Nacional de uma vez só, mas ao longo da execução dos contratos, que terão prazos entre 20 e 30 anos.

O Conselho Curador do FGTS aprovou ontem um novo orçamento, que reserva R$ 4 bilhões para subsidiar empréstimos destinados a mutuários com renda entre três e seis salários mínimos.

Para que seja cumprida a meta de construção de 1 milhão de casas, em prazo ainda indeterminado, os subsídios do FGTS terão de atingir R$ 12 bilhões.

Escalado pelo Chefão

O Estadão revela que o Chefão Lula pediu ao consultor, advogado e blogueiro José Dirceu que ajude o PT a fechar alianças estaduais capazes de fortalecer a candidatura de Dilma Rousseff em 2010.

Dirceu tem a difícil missão stalinista de enquadrar petistas que não queiram abrir mão de candidaturas em favor de aliados com mais chances.

Dirceu já percorreu dez Estados, onde conversou com governadores e prefeitos de outros partidos, em especial o PMDB.

Presidente parelelo

O presidente Gilmar Mendes rejeitou ontem o rótulo de “líder da oposição” ao governo federal e afirmou que suas criticas se devem a uma “situação de total descontrole, principalmente da Policia Federal”.

Procuro advertir para que não haja excessos. Não tenho nenhuma intenção de ser oposição”.

O presidente do Supremo Tribunal Federal deu tal explicação ontem durante sabatina feita pelo jornal Folha de S. Paulo.

Bela desculpa

Na entrevista, o presidente Gilmar Mendes justificou por que deu hábeas corpus a Daniel Dantas.

Gilmar Mendes alegou que a segunda prisão do banqueiro, decretada pelo juiz Fausto De Sanctis, visava a “desmoralizar o STF”.

De qualquer forma, Daniel Dantas ficou muito grato pela dupla soltura...

Vida que segue...

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