Brasil é o segundo mais atingido pela crise, aponta estudo da Fiesp

O Brasil é o segundo país mais prejudicado pela crise internacional, segundo estudo apresentado nesta quarta-feira pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Em comparação com vários países, entre os quais Alemanha, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos, Japão, Canadá, China, México e Coreia, o Brasil foi o que apresentou maior retração acumulada do PIB (Produto Interno Bruto) desde o início da desaceleração da economia mundial.

De acordo com a pesquisa, o Brasil acumulou queda de 5,3 pontos percentuais do PIB (soma de todos os bens e riquezas produzidos no país) desde que a crise começou a afetar o desempenho da economia, no fim do ano passado. De um crescimento de 1,7% ocorrido no terceiro trimestre de 2008, o país apresentou retração do PIB de 3,6% do quarto trimestre.

Os Estados Unidos, por exemplo, apresentaram diferença acumulada de -2,8 pontos percentuais. De um crescimento de 1,2% no terceiro trimestre de 2007 --o último antes do início da desaceleração-- o país fechou o quarto trimestre de 2008 com queda de 1,6% no PIB. No Japão, a variação foi de -4,2 pontos percentuais e na Zona do Euro, de -2,2 pontos.

Levando em consideração as premissas do estudo, o Brasil só teve melhor resultado do que a Coreia, que apresentou diferença de -7,2 pontos percentuais. O resultado, porém, foi acumulado em quatro trimestres de retração da economia. No Brasil, isso ocorreu em um trimestre.

"O que sente a sociedade são os pontos percentuais de queda do PIB", afirmou Paulo Francini, um dos responsáveis pelo estudo. "O Brasil, em termos de amplitude e em termos de prazo, não tem paralelos."

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ontem ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, maior pressa no ritmo de redução da taxa básica de juros, hoje em 12,75%.

Sob impacto da retração do PIB, conforme a reportagem, Lula afirmou que o mais adequado é um corte de 1,5 a 2 pontos percentuais. Há quem, no entanto, mantenha a projeção de que taxa básica de juros será reduzida em apenas 1 ponto percentual, confiando em uma postura mais 'conservadora' do Banco Central.

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