Saúde pública: variadas

Anvisa determina apreensão de dois lotes falsificados de Viagra

Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou nesta sexta-feira (6) a apreensão e inutilização, em todo país, de dois lotes falsificados do medicamento Viagra. Os medicamentos foram encontrados pela vigilância sanitária do município de Curvelo (MG).

O lote 832718474B não é produzido pela Pfizer, fabricante do medicamento original. Já o lote 50483012D tem o mesmo número do lote original, mas a data de validade foi alterada. No medicamento verdadeiro, a data de validade é outubro de 2009, e no falsificado janeiro de 2010.

Em caso de dúvida ou suspeita sobre o medicamento, o usuário deve fazer a denúncia para para a Anvisa (pelo e-mail gfimp@anvisa.gov.br) ou procurar a Vigilância Sanitária do seu município ou estado.

Aspirina reduz risco de câncer de estômago, diz estudo

Tomar aspirina ou um anti-inflamatório da categoria do ibuprofeno pode reduzir os riscos de câncer no estômago, revela um estudo realizado em mais de 300 mil pessoas e publicado nesta sexta-feira no "British Journal of Cancer".

As pessoas que tomaram pelo menos um comprimido de aspirina nos doze últimos meses têm 36% menos chances de desenvolver câncer de estômago do que aquelas que não fizeram o mesmo, segundo a pesquisa.

Quanto mais se toma aspirina ou ibuprofeno, mais o risco diminui, de acordo com o estudo realizado com 311.115 pessoas durante cerca de sete anos. A proteção não inclui, no entanto, os cânceres da cárdia, orifício superior do estômago, nem do esôfago.

Lesley Walker, diretor de Informações sobre o Câncer do organismo Cancer Research UK advertiu, entretanto, que ainda é "muito cedo para recomendar que as pessoas tomem aspirina para se prevenir contra esses cânceres".

FDA pode banir drogas para asma

Especialistas da FDA (agência norte-americana que regulamenta a aprovação de alimentos e fármacos) sugeriram a proibição do uso dos medicamentos Serevent e Foradil para tratar pacientes com asma sob a justificativa de que eles aumentam os riscos de morte. No Brasil, os dois remédios são aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e são amplamente prescritos pelos médicos.

A recomendação foi feita durante uma reunião realizada anteontem nos Estados Unidos e ainda não é a posição definitiva da FDA, que costuma seguir a mesma linha de decisão.

A discussão envolvendo os riscos dos medicamentos para asma incluía outros dois remédios: Advair (que ainda não é aprovado no Brasil) e Symbicort. Esses não tiveram associação direta com o aumento do número de mortes e continuam indicados para tratar asma.

Segundo o alergista Celso Henrique de Oliveira, professor da pós-graduação em pediatria da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Foradil e Serevent são medicamentos broncodilatadores de ação prolongada, indicados apenas quando associados a um corticóide inalatório. Já Advair e Symbicort possuem corticóide na formulação. "O broncodilatador abre os brônquios e ajuda o paciente a respirar, enquanto o corticóide tem ação antiinflamatória e age no tratamento da doença."

O problema, explica Oliveira, é que muitos pacientes usam os broncodilatadores por conta própria e para alívio imediato da crise, sem associar com um corticóide --o que não é recomendado. Em tese, esses remédios deveriam ser vendidos apenas com receita médica.

"A gente sabe que no Brasil a venda acontece indiscriminadamente. O remédio é indicado para uso duas vezes por dia, mas o paciente usa cinco, seis, até dez vezes. Isso causa uma sobrecarga mesmo. Além disso, as causas das mortes ainda estão sendo investigadas", afirmou o alergista.

Segundo Oliveira, Serevent e Foradil são medicamentos "primos" dos broncodilatadores Aerolin e Berotec, de ação curta e que são usados no tratamento de asma há mais de 30 anos. "Serevent e Foradil são melhores, melhoram a qualidade de vida do paciente e têm uma indicação específica. Em vez de proibir o uso, as agências reguladoras deveriam controlar a venda, feita de maneira indiscriminada, pois qualquer remédio ingerido em excesso pode aumentar o risco de morte."

Na opinião da alergista Yara Mello, diretora da Associação Brasileira de Asmáticos (Abra), os dois medicamentos possuem ação comprovada, demonstrada em inúmeros estudos clínicos, então ainda não há motivo para pânico.

"O que a FDA está apresentando agora são evidências estatísticas de que há mais casos de morte de pacientes que usaram os remédios sem o corticóide, mas eles ainda não comprovaram qual mecanismo está envolvido nisso. Por isso, acho complicado associar o medicamento à morte", ponderou.

Nenhum caso grave

A assessoria de imprensa da Anvisa informou que a agência está acompanhando as discussões internacionais sobre a indicação de Serevent e Foradil para tratar asma, mas avisou que, por enquanto, não há indícios suficientes de riscos para proibir os medicamentos no Brasil e também não há nenhum registro de reação adversa ou efeito colateral grave associados aos medicamentos.

Tatiana Matozo, da Novartis (fabricante do Foradil) e Robson Lima, da GlaxoSmithKline (que fabrica o Serevent) informaram que as empresas acreditam na segurança dos produtos, quando usados de acordo com o que está previsto na bula -uso do remédio associado a um corticóide inalatório. As duas informaram também que a decisão não é definitiva.

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