Obama e os despejos

Obama contra os despejos

Barack Obama lançou ontem seu plano para evitar que americanos percam suas casas. O governo vai subsidiar a casa própria.

O plano Obama pretende: 1) Ajudar a refinanciar financiamentos que ficaram muito caros, dados os valores das casas; 2) Ajudar a refinanciar financiamentos de inadimplentes; 3) Dar subsídios para financeiras renegociarem débitos; 4) Dar garantias (via financeiras imobiliárias estatizadas) para empréstimos imobiliários novos ou renegociados, cortando assim o custo do seguro e barateando a prestação; 5) Dar mais crédito para as financeiras imobiliárias estatizadas. Em suma, trata-se de uma plano para: a) Reduzir o valor das prestações de inadimplentes e de por ora adimplentes; b) Financiar novas habitações.

Assim, pretende-se reduzir despejos e vender imóveis vazios. Desse modo, aumentam os preços das casas (o que ajuda a reduzir o nível de inadimplência) e se reduz o nível de calote, o que pode conter a desvalorização de papéis que rodam no mercado financeiro.

É um troço importante.

Parte do plano exige aprovação do Congresso (mudança na lei de falência pessoal, por exemplo). O plano prevê US$ 75 bilhões para subsidiar o refinanciamento de empréstimos e outros US$ 200 bilhões para Fannie Mae e Freddy Mac (as financeiras estatizadas), que com o dinheiro vão comprar financiamentos existentes, abrindo espaço para o mercado fazer novos empréstimos.

Crise longa, diz o Fed

A recuperação da economia americana vai ser "prolongada e gradual" como nunca antes, avisou ontem o Fed. O Banco Central dos EUA prevê que o PIB vai encolher 1,3% (ainda é das mais otimistas) e o desemprego irá a 8,8%.

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