
Batalhão de Choque da PM patrulha a Favela Paraisópolis na manhã desta quarta-feira (4) (Foto: Juliana Cardilli)
A Polícia Militar de São Paulo decidiu apertar o cerco nesta quarta-feira (4) contra os manifestantes que incendiaram carros, saquearam lojas e enfrentaram policiais militares na Favela Paraisópolis, na Zona Sul, na segunda (2). Mais de 400 PMs foram ao local nesta manhã para revistar moradores, procurar foragidos e bloquear as entradas e saídas da favela.
O objetivo, informa a PM, é identificar os manifestantes. Na segunda, eles protestavam contra a morte de um morador no domingo (1º) em troca de tiros com a polícia. A Secretaria da Segurança Pública informou que o morador era um criminoso foragido.
Fotos do sistema de banco de dados da corporação estão com os policiais para tentar identificar possíveis foragidos da Justiça que estejam na favela. Para a PM, alguns dos manifestantes seriam fugitivos. A polícia também conta com as imagens registradas por câmeras de segurança e pela imprensa para tentar identificar os envolvidos com os atos de vandalismo no local. Até agora, não foram encontrados suspeitos de participação na confusão.
A varredura em busca desses suspeitos faz parte das três operações colocadas em prática pela PM na favela nesta quarta.
"Estamos atuando com a operação combinada de presença, a chamada Operação Saturação, com a Operação de Patrulhamento Inteligente, em busca desses foragidos, e com a Operação Bloqueio de Área, com 33 pontos de bloqueio na parte interna e externa da favela", afirmou nesta quarta a tenente Cibele Marsola, porta-voz da PM no local.
Ainda de acordo com a tenente Cibele, a PM está realizando abordagens e revistas aos moradores dentro da favela somente quando é levantada alguma suspeita. Nesta quarta, ninguém foi preso. Durante a manhã, no entorno da favela, a situação era aparentemente tranquila entre moradores e os policiais.
Segundo a tenente, além de tentar recapturar e prender os foragidos pesquisados no banco de dados, a operação também tem como objetivo apreender armas e drogas. Nesta terça (3), um homem foi preso durante a tarde durante uma abordagem da PM por porte ilegal de arma e entorpecentes.
No confronto de segunda entre manifestantes e a polícia, seis pessoas ficaram feridas – entre elas quatro policiais militares.
Nesta quarta, 400 policiais – 300 da Tropa de Choque e 100 do policiamento local – monitoram as entradas e saídas da comunidade e fazem patrulhamento dentro dela. Eles atuam com 100 carros, 20 cavalos, quatro cães e um helicóptero.
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