EUA ampliam controle do Citi e exigem direção independente

Governo será o maior acionista do banco, com 36% do controle, mas não gastará verba adicional na operação

Feds step deeper into Citi bailout

WASHINGTON - O Citigroup anunciou nesta sexta-feira, 27, um acordo de estatização parcial do banco. O grupo anunciou também a reestruturação de sua direção, que será comandada por executivos independentes por exigência do governo americano. O Estado aumentará sua participação no banco de 8% para 36% das ações. O acordo não implica em investimento adicional do governo dos Estados Unidos, portanto, dos contribuintes, afastando a possibilidade de críticas quanto a atuação do governo junto às instituições financeiras.

O Citigroup, paralelamente ao anúncio do acordo com o Tesouro dos EUA, informou que irá registrar baixas contábeis de US$ 10 bilhões, dentro do balanço já divulgado do quarto trimestre, o que implicará elevação do prejuízo de 2008 para US$ 27,7 bilhões.

Desde outubro, o governo já injetou um total de US$ 45 bilhões na instituição, e também fechou um acordo para proteger o Citi contra perdas de US$ 301 bilhões em ativos. Isso deu ao governo norte-americano uma participação de 7,8% na instituição.

Agora, com a conversão de até US$ 25 bilhões em ações preferenciais do Tesouro em ações ordinárias, o governo norte-americano poderá deter aproximadamente 36% em ações ordinárias do Citigroup, segundo a agência Dow Jones, transformando-se no maior acionista da instituição.

De acordo com nota distribuída pelo Citi, os demais atuais acionistas ficaram com aproximadamente 26%. Ainda, assumindo que o montante máximo da conversão seja feito, haverá diluição no valor das ações ordinárias existentes em quase 75%.

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