Empresa descarta excesso de peso em avião que caiu no AM

Grupo fretou avião para ir a uma festa de aniversário surpresa. 24 pessoas morreram - 20 das vítimas eram da mesma família.



A empresa Manaus Aerotáxi descartou a hipótese de sobrepeso no avião que caiu no Amazonas, no sábado (7), deixando 24 mortos. Quatro pessoas sobreviveram ao acidente.

A informação foi passada em entrevista coletiva por Marcos Pacheco, vice-diretor da empresa.

Segundo ele, a capacidade da aeronave era de 5 toneladas - contando 100 kg para cada passageiro, daria cerca de quase 3 toneladas.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), é de responsabilidade do piloto o controle da quantidade de passageiros, o que não isenta, entretanto, a empresa aérea dona do avião.

O avião tinha capacidade para 18 passageiros e dois tripulantes - e levava 26 passageiros e dois tripulantes.

O excedente, segundo Pacheco, era de crianças de colo, que não representavam sobrepeso. E como o vôo era fretado, segundo ele, a empresa não tem como controlar a quantidade de passageiros que embarcou no avião.

Peritos da Aeronáutica investigam se houve excesso de peso no avião. Três técnicos foram enviados para o local do acidente.

Dos 24 mortos na queda do avião, em Manacapuru, no Amazonas, 20 eram da mesma família e seguiam para Manaus para participar de uma festa de aniversário. Apenas quatro pessoas conseguiram sobreviver ao acidente.

A Manaus Aerotáxi está no mercado há 10 anos e o avião da Embraer EMB 110 Bandeirante, prefixo PT-SEA, foi o primeiro da empresa. Mas o companhia não soube informar há quanto tempo o avião está em operação nem quanto tempo de voo.

Já o piloto César Leonel Grieger, 47 anos, tinha 23 anos de experiência e estava há oito anos na empresa.

Segundo o coronel Fernando Camargo, vice-chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), o que limita o número de passageiros no avião é o peso que a aeronave transporta.

De acordo com a Aeronáutica, o piloto passou plano de voo pelo rádio informando estar com 20 pessoas a bordo. “O que limita a operação de uma aeronave é o peso que ela transporta, desde que obedeça ao limite de peso no qual ela está autorizada a operar. Precisamos levantar o peso que estava a bordo da aeronave”, disse.

Segundo Camargo, peritos da Aeronáutica farão uma avaliação do peso de cada vítima para tentar somar o peso a bordo e tirar uma conclusão a respeito da condição de operação da aenovave. A caixa com a gravação de voz na cabine já está com os peritos.

Ana Lucia Reis Laurea, uma das sobreviventes, disse que pouco antes da queda a hélice esquerda do avião parou. Segundo Camargo, a aerovane estaria com as inspeções em dia.


Confira onde ocorreu o acidente

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