Calote de empresas dispara nos Estados Unidos

O calote de dívidas aumentou entre as empresas não-financeiras nos EUA, que estão sendo obrigadas a pagar retornos cada vez mais elevados para continuarem se financiando e honrando compromissos.

As organizações enfrentam uma nova pressão sobre seus caixas, já estrangulados por vendas e crédito em queda. Cerca de US$ 700 bilhões em débitos corporativos terão de ser rolados ou pagos nos EUA em 2009, segundo cálculos da Standard & Poor's. O valor equivale a cerca da metade do PIB do Brasil.

Nos primeiros 40 dias de 2009, US$ 43,1 bilhões de 21 empresas deixaram de ser pagos, o que representa 6,1% das dívidas previstas para vencer no ano. O total dos calotes até aqui é maior do que os de 2006 e 2007 somados e equivale a 25% de todos os "defaults" registrados no ano passado.

Pacote

Aprovado na sexta-feira pelo Congresso, o plano de estímulo econômico dos EUA deverá ser promulgado pelo presidente Barack Obama nesta terça-feira (17), com um valor de US$ 787 bilhões.

O "The Wall Street Journal", em sua edição digital, afirmou que Obama centrará agora sua atenção no déficit fiscal que neste ano poderia se aproximar dos US$ 2 trilhões.

O presidente convocou uma "cúpula de responsabilidade fiscal" para o dia 23 de fevereiro e três dias depois vai divulgar um rascunho do orçamento para pressionar os políticos a debater publicamente a crise orçamentária do país.

"É importante para nós pensarmos em médio-prazo e longo-prazo. E nós teremos que ter disciplina fiscal. Nós não conseguiremos financiar perpetuamente os níveis de déficit que o governo federal está carregando atualmente", disse Obama, em reunião com empresários nesta sexta-feira (13), na Casa Branca.

O rombo no orçamento foi um dos argumentos para a forte oposição republicana ao pacote de estímulo de Obama, que, entre resgate do setor financeiro e bancário e redução de impostos para a classe baixa, deve ampliar o já considerável déficit deixado por seu antecessor, George W. Bush.

Para acalmar os ânimos e inspirar o apoio ao seu plano, tido como crucial para a recuperação econômica dos EUA, Obama reiterou discurso de que usará o dinheiro dos contribuintes com responsabilidade.

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