WASHINGTON - O governo americano já injetou cerca de US$ 1,9 trilhão no sistema financeiro desde o início da crise, em agosto de 2007. Mas isso é apenas o começo, alertam analistas . Na visão do mercado, os grandes bancos estão à beira do precipício e gigantes como Citibank e Bank of America estariam insolventes. Ainda há um buraco de US$ 2 trilhões a US$ 4 trilhões a ser tapado nos bancos americanos.
O sistema financeiro internacional está carregado com cerca de US$ 10,8 trilhões de papéis podres - títulos com pouca liquidez e difíceis de determinar o valor, que não têm mercado, muitas vezes têm como garantia hipotecas ou financiamentos que estão inadimplentes. Desse total, US$ 2 trilhões devem resultar em perdas, segundo cálculos do economista Nouriel Roubini.
Além disso, os bancos globais devem tomar calote em US$ 1,6 trilhão de US$ 12,37 trilhões de empréstimos não securitizados - ou seja, que não são renegociados para terceiros no mercado financeiro -, incluindo financiamentos de veículos, empresas e cartão de crédito, cuja inadimplência está subindo por causa da recessão.
Bancos e corretoras americanas vão sofrer a metade de todo esse prejuízo - cerca de US$ 1,8 trilhão. O resto está no exterior. O problema é que o capital de bancos e corretoras americanas é de apenas US$ 1,4 trilhão. "Os bancos estão praticamente insolventes, mesmo se excluirmos os ativos securitizados", disse Roubini em seu estudo.
Nota do Editor:Bom vamos fazer um exercício de matemática básica:
PIB dos EUA hoje, US$ 16 trilhões de dolares.
Dinheiro gasto pelo governo americano desde o começo da crise: US$ 1,9 trilhão.
Rombo estimado dos bancos americanos: US$ 4 trilhões
Montante de títulos podres em poder dos bancos americanos: US$ 1,8 trilhão
Capital dos bancos americanos hoje: US$ 1,4 trilhão
Divida atual dos EUA: US$ 12 trilhões
Fatos:
1 - Os bancos estão quebrados e o governo também
2 - Cada pacote de ajuda acrescenta valores à dívida nacional
3 - Cada pacote gera a emissão de mais dinheiro o que desvaloriza a moeda sem lastro
4 - A desvalorização da moeda ainda não gera inflação, devido à queda violenta do consumo e da atividade econômica.
5 - Os pacotes até agora não atacaram o ponto central do problema que gerou a crise: a questão imobiliária. Todo dia, 10.000 famílias americanas estão sendo despejadas.
6 - Logo os efeitos de tanta emissão de dinheiro sem lastro, serão percebidos na forma de uma hiperinflação com depressão, ou seja, um cenário de estagfração.
7 - Como novos pacotes deverão ser lançados com mais gastos, isto causarará a total incapacidade de manutenção dos pagamentos do serviço da dívida americana.
Acredito que o dólar vai morrer em duas etapas: primeiro sofrerá uma forte desvalorização, talvez de uns 50% a 70% e depois deverá ser extinto porque não conseguirá se sustentar e porque seria a única forma dos EUA se livrarem do enorme débito impagável.
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