Vendas de discos despencam ainda mais em 2008

As vendas de discos caíram pela sétima vez consecutiva em oito anos em 2008, e o crescimento do setor digital, uma das poucas áreas de otimismo na indústria fonográfica, foi mais lento.

As vendas totais de discos caíram 14%, para US$ 428,4 milhões durante o período que terminou que 28 de dezembro, de acordo com números do varejo coletados pela empresa de pesquisa Nielsen SoundScan e divulgados esta semana.

Com a queda de 15% em 2007, o número representa mais uma baixa recorde desde que a empresa começou a monitorar as vendas em 1991. As vendas despencaram 45% desde a maior alta do setor, em 2000, de 785,1 milhões de unidades vendidas.

Acredita-se que as quedas ocorreram por causa da pirataria na Internet e concorrência de outras formas de entretenimento, como videogames.

No ano passado, o setor também enfrentou a recessão econômica nos Estados Unidos.

Os downloads digitais em lojas online como o iTunes, da Apple, passaram a ter maior importância para o setor, mas sem o crescimento impressionante de anos anteriores.

A venda de faixas de música subiu 27%, para um recorde de 1 bilhão de unidades, mas o crescimento foi mais lento do que o de 2007, quando essas vendas dispararam 45%. As vendas de álbuns completos subiram 32T, para 65,8 milhões de unidades, depois da alta de 53% em 2007.

Os toques de celular, outro novo setor importante para a indústria, caíram 33%, para 43,8 milhões de unidades. Apenas um toque de celular vendeu mais de 2 milhões: a canção "Lollipop", do rapper Lil Wayne. Em 2007, três toques ultrapassaram essa marca.

A venda de música em geral, incluindo álbuns, singles, vídeos de música e faixas digitais, subiu 10,5%, para 1,5 milhão de unidades, depois de um crescimento de 14% em 2007 e de 19% em 2006.

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