Veja os possíveis cenários da ofensiva israelense

O governo israelense manteve neste sábado os bombardeios aos alvos do Hamas na faixa de Gaza pelo oitavo dia consecutivo, com um saldo de mais de 420 mortos e cerca de 2.200 feridos.

O principal líder do movimento islâmico radical palestino Hamas, Khaled Meshaal, advertiu Israel que não tente uma ofensiva terrestre na faixa de Gaza pois, caso o faça, terá pela frente "um sombrio destino".

Nenhuma das duas partes parece disposta a aceitar condições impostas para o cessar-fogo e nem a pressão internacional por uma trégua. Israel exige o fim dos ataques de foguetes do Hamas e o movimento exige a derrubada do bloqueio israelense à região e a abertura de todas as passagens.

Veja os possíveis cenários para o futuro da ofensiva israelense:

Continuação do bombardeio aéreo

Depois de mais de 800 ataques, os alvos estão escasseando. Israel já destruiu boa parte da estrutura do Hamas, incluindo instalações militares e civis controladas pelo grupo, como ministérios e a sede da polícia de Gaza. Mesquitas que supostamente serviriam como depósitos de munição foram atacadas. Um alto líder do Hamas foi morto, mas os demais estariam em esconderijos subterrâneos

Ofensiva terrestre

Israel insiste em que não pretende reocupar a faixa de Gaza, de onde retirou seus militares em 2005. Mas, caso o Hamas continue a lançar foguetes contra seu território, algum tipo de operação terrestre parece inevitável. Uma invasão fatalmente provocará baixas do lado israelense e mais baixas entre civis palestinos, dada a alta densidade populacional de Gaza

Cessar-fogo unilateral

Israel poderia concluir que já enfraqueceu o Hamas, anunciar um cessar-fogo unilateral e bombardear apenas se houver novos lançamentos de foguetes de Gaza --o que pode ser inevitável, já que o Hamas insiste em que Israel ponha fim ao cerco físico e econômico a Gaza

Cessar-fogo com mediação estrangeira

Israel manteria a política de não negociar diretamente com o Hamas, mas um acordo mediado pelo Egito ou outros países árabes poderia estabelecer uma trégua instável como a que vigorou entre junho e o início de dezembro. A questão é se o grupo islâmico estaria suficientemente enfraquecido para aceitar um cessar-fogo sem que Israel suspenda o isolamento de Gaza

Negociações diretas Israel-Hamas

Embora tenha defensores dentro de Israel, é o cenário mais improvável, especialmente diante dos bombardeios e dada a proximidade das eleições israelenses de 10 de fevereiro

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