CABUL - As forças da coalizão liderada pelos Estados Unidos mataram 32 insurgentes em um vilarejo no leste do Afeganistão, depois de uma operação em um esconderijo de fabricantes de bombas, informou o Exército norte-americano nesta quarta-feira, 7.
A violência aumentou no país desde que o Taleban, derrubado na invasão liderada pelos Estados Unidos em 2001, se reagrupou em 2005, com o objetivo de expulsar as tropas estrangeiras e tomar o poder do governo do presidente Hamid Karzai, que tem o apoio do Ocidente. A operação de terça-feira aconteceu em um vilarejo da província de Laghman e tinha como alvo uma ala do Taleban que colocava bombas na beira de estradas e foi responsável por vários ataques na região, segundo o comunicado do Exército norte-americano.
"Durante a operação, cerca de 75 militantes armados saíram de suas fortalezas e tentaram vencer pela força. Atirando do topo de prédios e de ruas estreitas, eles entraram em conflito contra as forças da coalizão com armas de pequeno porte". "Na operação, as forças da coalizão mataram 32 insurgentes armados, incluindo uma mulher, além de deter um suposto militante e destruir dois esconderijos com armas, explosivos e materiais para bombas de beira de estrada".
O Exército dos Estados Unidos não mencionou nenhuma morte de civis ou de soldados seus. O Taleban não estava imediatamente disponível para comentar o assunto e a Reuters não conseguiu verificar de forma independente os números fornecidos pelo Exército norte-americano.
Atentado
Pelo menos oito pessoas morreram e outras sete ficaram feridas vítimas de um atentado registrado na província central afegã de Uruzgan, segundo informou uma fonte policial. O ataque aconteceu nesta segunda-feira no povoado de Qala-e-Naw, situado no distrito de Chora, declarou o subcomissário policial da região, Mohammad Nabi.
A Polícia, segundo Nabi, está ainda levando a cabo as investigações para determinar a autoria do ataque. Segundo os últimos dados oferecidos pela ONU, mais de quatro mil pessoas morreram nos primeiros oito meses de 2008 devido à violência no país.
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