Rede varejista americana Circuit City pede falência

Televisores à venda na loja Circuit City em Nova York; empresa vai fechar as portas

A Circuit City, segunda maior cadeia dos EUA de lojas de produtos eletrônicos, informou nesta sexta-feira que chegou a um acordo com as autoridades americanas para liquidar suas operações e fechar as portas, após meses de procura por um comprador ou por um refinanciamento de suas dívidas, sem sucesso.

A empresa, com mais de 30 mil funcionários, informou nos documentos apresentados às autoridades que indicou como responsáveis pela liquidação da empresa a Great American Group, o Hudson Capital Partners, a SB Capital Group e a Tiger Capital Group. Os quatro administradores irão supervisionar a venda das mercadorias nas 567 lojas da rede nos EUA antes do fechamento da empresa.

O anúncio chega um dia depois de a empresa ter realizado um leilão que, segundo a empresa, era sua última chance de permanecer aberta, embora menor que antes.

"Estamos extremamente desapontados com esse resultado", disse o executivo-chefe da Curcuit City, James Marcum, em um comunicado. "Infelizmente para mais de 30 mil empregados da Circuit City e para nossos fiéis clientes, não conseguimos chegar a um acordo com nossos credores."

Em novembro, a Circuit City anunciou sua quebra e pediu proteção sob o chamado "Capítulo 11" da lei de falências dos Estados Unidos. Em comunicado, a rede, porém, informou que manterá suas lojas abertas por conta da aproximação das festas de fim de ano.

O capítulo 11 da legislação americana concede ao devedor um prazo --que pode ser de 60 dias, com exceções dependendo do caso-- para que a empresa possa reorganizar suas contas e atender seus credores.

A rede de lojas, espalhada por 28 Estados, vinha lutando contra o gasto menor dos consumidores e o aperto do crédito. O anúncio do pedido de proteção sob o "Capítulo 11" ocorreu dias depois do fechamento de 155 lojas (cerca de 20% do total) por parte da Circuit City e da redução de 17% de seus trabalhadores nos Estados Unidos.

A empresa se manteve como a principal rede de aparelhos eletrônicos nos EUA até meados dos anos 90, mas perdeu participação de mercado para a Best Buy e para o Wal-Mart Stores, além de sofrer com a concorrência de sites de vendas como o Amazon.com.

A rede foi fundada em 1949, por Samuel Wurtzel.

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