A prefeitura de São Paulo aplicou duas multas ao clube Homs na tarde deste domingo devido a realização de cultos da igreja Renascer, cujo teto da sua sede desabou no último domingo (18), causando a morte de nove pessoas e deixando uma centena de feridos. O local já havia sido multado nesta sexta-feira (23) em cerca de R$ 34,5 mil por falta de alvará de funcionamento.
Segundo a assessoria da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, o clube não poderia realizar eventos porque foi intimado na sexta a apresentar o alvará de funcionamento em um prazo de cinco dias.
Assista ao vídeo do momento do desabamento do telhado da Igreja Renascer
Veja a cobertura completa sobre o desabamento na Renascer
O clube, localizado na avenida Paulista, foi multado em R$ 1.800 às 15h deste domingo por realizar um culto sem a permissão da prefeitura e novamente às 17h recebeu outra multa de R$ 1.800 pelo mesmo motivo. Na noite deste sábado (24), o clube já havia sido multado pelos fiscais da prefeitura em R$ 1.800 devido à realização de um casamento no local.
A assessoria da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras não soube informar quando acaba o prazo do clube para a apresentação do alvará de funcionamento, mas vai apurar se os cinco dias são corridos ou úteis.
Demolição
A demolição do que restou da sede da igreja Renascer, no Cambuci (centro de São Paulo), foi suspensa no final da manhã deste domingo após a retirada da viga que ameaçava cair sobre as casas vizinhas. De acordo com a Defesa Civil, mesmo com a retirada da viga, ainda há preocupação de que a parede atinja os imóveis.
"Risco iminente de desabar não há mais, mas é uma parede de 12 metros. Agora, ela está alinhada. Mas ainda há preocupação", disse o coronel Orlando Rodrigues Camargo Filho, coordenador da Defesa Civil.
Para retirar a viga, na manhã deste domingo, a Defesa Civil isolou uma vila ao lado do templo. O aposentado Ney Gomes, 90, precisou deixar sua casa. "Espero que amanhã não precise sair mais", desabafou. Ao todo, oito casas e parte de um comércio das redondezas da igreja ainda permanecem interditados.
Para evitar o desabamento sobre as casas, a empresa contratada para a demolição prendeu um cabo de aço na parede, que está sendo demolida aos poucos. Um funcionário da empresa, içada por um guindaste, usa uma marreta para derrubar os tijolos, de cima para baixo.
Por conta do risco, os trabalhos, que se iniciaram na sexta-feira (23) à tarde, foram prolongados até o início da noite de sábado, e na manhã deste domingo. Segundo o secretário municipal de Subprefeituras, Andrea Matarazzo, os trabalhos no final de semana foram autorizados.
"Avisaram a subprefeitura, que autorizou. É preciso minimizar ao máximo os riscos", disse.
O trabalho de demolição deve ser retomado somente nesta segunda-feira, a partir das 8h.
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