O Japão lançou, nesta sexta-feira (23), o primeiro satélite mundial que recolherá informações sobre os gases de efeito estufa no entorno terrestre, uma ferramenta inédita para medir a presença das substâncias responsáveis pelo aquecimento global.
O foguete japonês H-2A, construído e explorado pelo grupo industrial Mitsubishi Heavy Industries (MHI), decolou às 12h54 locais (1h54 de Brasília) da base de Tanegashima, no sul do país, para colocar em órbita o "Ibuki" ("sopro de oxigênio" em japonês).
"O lançamento aconteceu da maneira como estava previsto", informou a Agência de Exploração Espacial nipônica (Jaxa), depois que o satélite se separou do foguete para alcançar a órbita, a 660 km da Terra.
A agência recebeu as felicitações do governo por este programa que "permitirá aprofundar em grande medida os conhecimentos mundiais sobre as mudanças climáticas".
O satélite está especialmente equipado para observar a presença dos gases de efeito estufa, entre eles o dióxido de carbono (CO2), e seu impacto na Terra.
"É necessário conhecer melhor o comportamento dos gases", explica a Jaxa, que coordena o projeto em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa Ambiental.
Ineditismo nipônico
"É a primeira vez que tais fenômenos serão observados a partir do espaço", destacou a agência espacial, que recordou que "nos últimos anos, as consequências das emissões dos gases de efeito estufa se tornaram patentes rapidamente", deixando a comunidade internacional em alerta.
"Se diz que a este ritmo, antes de 2100 a temperatura terrestre terá aumentado seis graus, provocando catástrofes naturais e humanas", acrescentaram os cientistas japoneses, antes de insistir na importância da missão "Ibuki" para salvar o planeta.
O satélite, que evoluirá em uma órbita não geoestacionária, dará uma volta completa ao redor da Terra em cem minutos. Leva a bordo uma série de aparelhos de medição e meios de transmissão para enviar ao centro de gestão em terra os dados obtidos.
O "Ibuki" tem um captor com capacidade medir a densidade do gás em 56 mil pontos ao redor do globo, uma medição com precisão muito superior a que é possível fazer de um avião ou chão, destaca a agência espacial.
Nota do Editor:
Enquanto isto o Brasil corta verbas do setor espacial brasileiro. Talvez em 2100 lançemos um satélite.
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