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Imagens mostram pichadora da Bienal dentro de loja onde ela foi presa
Imagens gravadas pelo circuito interno de segurança mostram a estudante Caroline Pivetta da Mota, de 24 anos, dentro do estabelecimento comercial onde ela foi presa na noite desta quinta-feira (22) no Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo, por suspeita de tentativa de furto. Ela e outras duas jovens, que também foram presas, aparecem nas gravações.
Caroline passou 53 dias presa em 2008 por ter pichado instalações da 28ª Bienal. Nesta quinta, ela foi detida junto com outras duas colegas, quando saíam da loja. Seguranças do estabelecimento disseram que elas estavam tentando furtar DVDs. Segundo a polícia, as provas usadas para justificar a prisão em flagrante são as imagens gravadas pelo sistema de segurança e o depoimento dos funcionários.
O defensor da estudante, o advogado Augusto de Arruda Botelho, afirmou que a nova prisão de sua cliente “é uma perseguição, uma retaliação”. Segundo ele, as duas jovens que estavam com Caroline teriam colocado o DVD na sacola, mas desistiram da compra e deixaram os pertences no interior da loja.
“Não se pode acusar alguém de tentativa de furto se o bem continua no mesmo lugar. É o mesmo que alguém entrar no mercado, encher o carrinho com compras, largar ali e ser preso. As compras continuam dentro do mercado”, afirmou.
Caroline saiu da prisão no dia 19 de dezembro. Ela havia sido presa em flagrante por pichar o andar vazio da Bienal em 26 de outubro. Ela foi libertada da Penitenciária de Santana graças a um hábeas corpus concedido pela Justiça. Na época, muitos juristas afirmaram que ela ficou muito tempo presa pelo crime de pichação.
“Essa prisão é absolutamente ilegal, porque crime nenhum foi cometido, foi um flagrante sem ter crime”, disse Augusto de Arruda Botelho. A estudante e outras duas jovens são suspeitas de tentar furtar DVDs do estabelecimento. “As duas meninas [colegas de Caroline] teriam colocado o DVD na sacola, elas iam comprar, mas desistiram e deixaram a sacola no interior da loja”, afirmou.
Segundo a polícia, as provas usadas para justificar a prisão em flagrante das três mulheres são as imagens gravadas pelo sistema de segurança e o depoimento dos funcionários. Entretanto, de acordo com Botelho, elas ficaram presas apenas porque reconheceram a jovem.
Segundo o advogado, a estudante está confiante, apesar de triste. “Ela está revoltada, e com razão, porque é um abuso. Mas ela sabe que não houve crime algum, está de cabeça erguida”, contou. Botelho também afirmou que deve entrar com pedido de relaxamento da prisão nesta sexta-feira (23) no Fórum da Barra Funda. Ele espera que ela seja libertada ainda nesta sexta.
O caso foi encaminhado para o 15º Distrito Policial, no Itaim Bibi, onde as três jovens permaneciam presas por volta das 8h50. Elas devem ser transferidas para um Centro de Detenção Provisória ainda nesta manhã.
Procurada para comentar o assunto, a Secretaria da Segurança Pública informou que a delegada responsável pelo caso não poderia falar porque ainda estava elaborando o boletim de ocorrência.
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