Hamas dá sinais de esgotamento; Hizbollah ameaça atacar Israel

Um comandante militar israelense disse neste sábado que os militantes do grupo radical islâmico do Hamas começaram a dar sinais de esgotamento na ofensiva israelense na faixa de Gaza. A informação foi divulgada pelo jornal "Hareetz". Desde o início do conflito, em 27 de dezembro, ao menos 800 palestinos foram mortos e 13 israelenses. O número de feridos ultrapassa 3.000 em Gaza.

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"O comandante israelense Amir Mansi disse que um dos líderes militares do Hamas resolveu atirar foguetes contra si mesmo, para não ser atingido pela ofensiva israelense. Cerca de 300 militares do Hamas foram mortos em Gaza há uma semana", informa o jornal.

Segundo o "Hareetz", o número de baixas do Hamas poderá aumentar ainda mais, uma vez que o Exército israelense prepara um reforço no controle na parte norte da faixa de Gaza. Hoje, dois militares de Hamas foram feridos em um dos ataques na região.

Hoje, o grupo armado do Hizbollah, grupo xiita patrocinado pelo Irã e pela Síria e que apoia o Hamas, ameaçou Israel para não usar o ataque palestino --que hoje atirou vários foguetes do sul do Líbano contra o Estado hebreu-- como pretexto para ampliar o conflito. Nesta manhã, o governo israelense avisou os palestinos sobre o aumento na escalada de ataques.

O Hizbollah, considerado uma potência militar e política na região, disse que estava "pronto para rebater Israel no caso de ataque". Ao menos três foguetes Katyusha foram arremessados para Israel do sul do Líbano nesta sexta-feira (9), em um contra-ataque a ofensiva israelense.

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Hoje, o grupo organizou uma manifestação no sul do Líbano com cerca de 20 mil libaneses que pediram o fim do conflito. O líder parlamentar do Hizbollah, Mohammed Raad, afirmou no entanto que o grupo não está envolvido militarmente no conflito em Gaza.

O Hizbollah, que mantém força no sul do país, tem negado a responsabilidade no atentado que feriu duas pessoas nesta quinta-feira (8). Na ocasião, o disparo de foguetes vindos do território libanês criaram o temor de que uma segunda frente de batalha será aberta nos confrontos.

Na ocasião, o líder do Hizbollah, Mohammed Raad, negou a autoria do ataque. "Nós estamos preparados para qualquer loucura. Temos sabedoria. calma e força que nos permite enfrentar a situação com serenidade. Não vamos ser arrastados para aquilo que nós não decidimos", disse Mohammed sobre a possibilidade de entrar no confronto.

O líder do Hizbollah lembrou o final da guerra de 34 dias declarada contra Israel, em 2006, onde os palestinos se declararam vitoriosos. "Nós estamos apenas observando os israelenses. E nós podemos provar que termos um armamento maior e melhor do que qualquer inimigo pode imaginar", disse Raad.

Como precaução, Israel tem mobilizado centenas de reservistas desde o início da ofensiva israelense. Apesar de não ser confirmado por fontes oficiais, existe uma especulação de que os soldados israelenses poderão entrar no território pelo norte do país.

Por outro lado, o Hizbollah já colocou os militares a postos no caso de início do conflito. Braço armado do Hamas no Irã, disse estar confiante que o grupo radical será vitorioso no conflito. Fontes ligadas ao Hamas afirmam que a maioria dos alvos dos israelenses são mulheres e crianças.

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