A existência do euro pode estar em perigo caso a União Europeia (UE) não dê passos firmes para retirar os ativos considerados tóxicos do mercado, afirmou o investidor americano George Soros.
Segundo Soros disse ao jornal austríaco "Der Standard", caso a UE não participe dos planos de retirar os ativos tóxicos do mercado, "o euro pode não sobreviver à crise".
"Existem grandes problemas em nível internacional. Os programas de estímulo conjuntural não são suficientes", afirmou o conhecido investidor que já há um ano previu que a crise seria muito mais profunda do que se acreditava.
Para ele, é necessária "uma espécie de acordo sobre o capital perdido, de modo que a carga seja compartilhada entre todos e que cada país seja parte disso".
Soros defende o fechamento de "um plano de socorro em escala global" para ajudar os países em desenvolvimento.
"Esperava que a crise nos empurrasse à beira do precipício, mas não além. Mas seguimos. Na realidade o sistema financeiro afundou", disse o investidor.
Ontem, no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), Soros disse que é necessário que os governos intervenham para resgatar os bancos em dificuldade, já que o setor privado não pode fazê-lo. Para ele, o tamanho da crise é "significativamente maior" que a dos anos 30.
Soros admitiu que "não previu o colapso do sistema financeiro". "Foi algo que surpreendeu a mim assim como aos demais", declarou.
Soros disse ainda que a recapitalização dos bancos é necessária e que "a maior parte do dinheiro, se não todo, virá do governo, porque o setor privado não vai" disponibilizá-lo.
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