a campanha, Obama prometeu retirar as tropas em até 16 meses após a posseSegundo Crocker, a investida poderia provocar um ressurgimento da rede terrorista da Al Qaeda, e um "encorajamento dos [países] vizinhos em influenciar em possíveis acontecimentos no Iraque".
O embaixador que está se aposentando após 30 anos de carreira diplomática, conversou também com o general responsável pelas tropas americanas no Iraque, Ray Odierno. Crocker se recusou a dar detalhes sobre a conversa com Obama, mas afirmou que estuda a possibilidade de enviar ao menos 140 mil soldados.
De acordo com Ryan, a rede Al Qaeda perdeu força nos últimos anos e o suporte da comunidade árabe. Segundo o acordo estabelecido entre os dois países, os Estados Unidos deverão retirar as tropas do país até dezembro de 2011.
Plano
"Nós estamos preparados para as piores possibilidades", disse o ministro da Defesa do Iraque, Abdul Qader al Obeidi. "Nós não podemos deixar o nosso país sem saber se essas forças [militares] irão sair ou não. Nós temos planos para as piores possibilidades e queremos dizer isso", disse o iraquiano.
O presidente da comissão parlamentar de Defesa do Iraque, Abbas al Bayati, disse na última quarta-feira (21) que o Iraque tem elaborado planos de contingência caso Obama dê uma ordem expressa de retirada. Durante a campanha, o presidente prometeu retirar os soldados do país em até 16 meses após a posse.
Embora Crocker tenha alertado sobre a retirada precipitada, o embaixador afirmou "não ter claro qual seria direção da tendência". Um grupo insurgente sunita, Mujahedeen do Exército, afirmou que os planos de Obama não parecem muito diferentes do ex-presidente, George W. Bush. A declaração foi descoberta pelo serviço de Inteligência de Washington, que controla as mensagens terroristas.
Em um post de um site extremista islâmico,o grupo afirmou que se Obama quer resolver os problemas deixados por Bush, ele "poderá levar os seus soldados, todos os seus soldados, e aqueles que vieram com os seus agentes".
Crocker disse que as forças políticas e de seguranças estão tendo avanços significativos no Iraque e que "não se pode superestimar as mudanças e o tempo em que elas levaram para acontecer". Oficiais americanos afirmaram que as eleições parlamentares neste ano serão um indicador para saber se o país está se dirigindo a estabilidade.
"A condução dessas eleições serão muito importantes para o país. Não serão eleições perfeitas, nós sabemos, mas o importante é que serão eleições que terão crédito [confiança]", disse o embaixador.
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