Repercussões da posse de Obama

Confira a reação de líderes internacionais à posse de Obama

Confira abaixo algumas das reações de líderes internacionais à posse de Barack Obama nos Estados Unidos, nesta terça-feira. Estimativas prévias de público apontam para mais de 2 milhões de pessoas no Capitólio, em Washington, onde Obama tomou posse.

Reino Unido

Primeiro-ministro Gordon Brown

"O mundo inteiro está assistindo à posse do presidente Obama, testemunhando um novo capítulo na história dos Estados Unidos e na história do mundo. Ele é não apenas o primeiro presidente americano negro, ele está determinado em mudar os problemas do mundo."

França

Presidente Nicolas Sarkozy

"Nós estamos ansiosos que ele comece a trabalhar para que, com ele, nós possamos mudar o mundo."

Rússia

Ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov

"Nós estamos preparados para isso. Nosso presidente confirmou isso em uma conversa por telefone com Barack Obama logo após a sua eleição. Eu acho que haverá outros contatos --não só por telefone-- entre os nossos líderes."

Alemanha

Chanceler Angela Merkel

"Espero que a nossa cooperação seja caracterizada por ouvir um ao outro e tomar decisões com base no fato de que um país sozinho não pode mudar os problemas do mundo, mas que nós só podemos fazer isso juntos. E eu vou encontrá-lo dentro deste espírito."

Vaticano

Papa Bento 16

"Eu rezo para que você confirme sua determinação em promover a compreensão, cooperação e paz entre as nações, para que todos possam dividir o banquete da vida que Deus quer servir à toda família humana."

"Eu ofereço cordiais saudações, junto com a segurança das minhas orações de que o Deus Todo Poderoso vai lhe dar sabedoria infalível e força no exercício das suas altas responsabilidades."

Israel

Primeiro-ministro Ehud Olmert

"Obama mobilizou uma grande quantidade de boa vontade e apoio em todos os setores da sociedade. Essa mobilização de boa vontade está se tornando sua força com todo o direito. E eu espero que todos nós possamos traduzir essa ocasião em oportunidade real para pacificar, para se encontrar, para manter um diálogo e trazer uma solução de paz a todos os lados envolvidos."

Japão

Primeiro-ministro Taro Aso

"Japão e Estados Unidos são aliados que compartilham valores universais e interesses estratégicos. Estou convencido de que o Japão e os Estados Unidos, ambos em uma posição de liderar o mundo, podem construir um futuro melhor trabalhando juntos para dividir conhecimento, vontade, paixão e estratégia."

"Com esta crença, eu desejo unir as mãos com o presidente Obama e fortalecer ainda mais a aliança Japão-Estados Unidos, em busca de paz e prosperidade na região da Ásia e do Pacífico e no mundo."

União Européia

Presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso

"Nós estamos passando por tempos desafiadores. E os desafios que nós encontramos não respeitam fronteiras nacionais. O que nós precisamos é de uma nova governança global e uma nova base para prosperidade. Eu sinceramente acredito que a Europa e os Estados Unidos precisam trabalhar juntos e com nossos parceiros pelo mundo para elaborar e implementar uma nova agenda para a globalização."

Quênia para em frente a TVs e telões para assistir posse de Obama


Telão instalado na principal avenida da capital do Quênia, para transmitir a posse de Obama

Terra do pai do presidente eleito dos Estados Unidos, o Quênia prepara-se para assistir à posse de seu "neto" ilustre com telões espalhados pelo país e uma rara confraternização em um país marcado pela violência nos últimos anos.

Entre os expectadores está o Dr. Joseph Osoo, que comprou carne de cabra em um mercado de Nairóbi para a festa da posse. Osoo, que dirige uma clínica em uma das maiores favelas do Quênia, lembrou que, nesta mesma época no ano passado, ele estava tratando feridas feitas a facão por membros de partidos rivais, nos motins que se seguiram à disputada eleição no Quênia.

"A nossa eleição no Quênia realmente tinha problemas com a etnia", disse ele. "A América tem mostrado que este não deve ser um grande problema...a democracia pode funcionar."

As comemorações têm ajudado a reunir quenianos de diferentes grupos étnicos que foram atingidos pela violência política no ano passado. Obama chegou a envolver-se na na negociação entre o líder da oposição do Quênia, Raila Odinga, derrotado na eleição, e o presidente queniano, Mwai Kibaki, reeleito no contestado pleito de 27 de dezembro de 2007. Os dois acabaram firmando um acordo de divisão do poder.

A eleição de um presidente negro nos Estados Unidos americano é um poderoso símbolo de unidade no continente africano, onde muitos países ainda estão divididos em grupos étnicos e a as injustiças do colonialismo ainda estão na memória das velhas gerações.

Professores apresentam Obama como um modelo para seus alunos, anúncios de todo tipo de produto mostram seu rosto - de celulares a a cerveja -- e os estrangeiros que cantam canções sobre ele nos onipresentes bloqueios policiais nas estradas chegam a ser liberados sem precisar pagar propina.

Há planos para a construção de um museu na aldeia de sua família e agências de turismo já estão oferecendo pacotes com o tema Obama.

Touros e cabras foram abatidos em Kogelo vilarejo no oeste do país, onde muitos dos Obamas quenianos vivem. Cerca de 3.000 pessoas reuniram-se em uma escola primária local para comemorar. Mulheres vestidas com panos coloridos fizeram danças tradicionais ao ritmo de tambores.

Mas as celebrações não ficaram livres de controvérsia. Jornais quenianos divulgaram que uma equipe de ministros voou para os Estados Unidos para assistir à cerimônia. No entanto, os ministros não tinham convite para celebração e teriam de assistir a festa no hotel, pela televisão.

O militante anticorrupção Mwalimu Mati disse que quenianos não deveriam estar apenas comemorando, mas olhando com atenção para seus próprios dirigentes.

"No Quênia, o maior problema é a falência de nossa liderança. As pessoas estão ficando mais pobres a cada dia que passa", disse ele. "Obama é um ícone de esperança, mas ele também deve ser um exemplo."

Salão Oval

A avó queniana de Barack Obama foi para a posse do novo presidente levando presentes que podem deixar a marca do país na decoração do Salão Oval, o escritório presidencial na Casa Branca.

Convidada para a posse, Sarah Obama, 86, é a terceira esposa do avô paterno de Obama, Hussein Onyango Obama e, apesar de não terem laços sanguíneos, ele se refere a ela com frequência. Ela continua vivendo uma casa modesta em Kogelo, a aldeia ancestral da família.

Em declarações publicadas pelo jornal "Standard", Sarah Obama disse que também queria levar uma lança e um escudo tradicionais de sua tribo Luo, mas foi aconselhada a não fazê-lo por correr o risco de ser barrada no aeroporto.

"O dia que esperava finalmente chegou. Estou muito contente. Nesta ocasião, serei a embaixadora do Quênia e tentarei estar à altura dos acontecimentos", afirmou Sarah ainda no Quênia, que virou uma celebridade nacional em seu país desde que o neto foi eleito.

Multidão de 2 milhões de americanos assistiu posse, diz "Washington Post"

Estimativas prévias de público apontam para mais de 2 milhões de pessoas no Capitólio, em Washington, onde o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tomou posse nesta terça-feira. As estimativas envolvem tanto os convidados VIPs da cerimônia como a multidão que se reuniu em frente ao Monumento de Washington e o Memorial Lincoln, segundo dados publicados pelo site do jornal "The Washington Post".

O National Park Service afirmou que o Congresso parou de fazer a contagem de público em 1997, após a agência tê-lo acusado de aumentar o número de público presente em 1995, durante a Million Man March, passeata que levou centenas de milhares a Washington para celebrar, entre outras coisas, os direitos civis dos negros.

"Mesmo com o início da cerimônia, multidões continuavam a chegar ao Capitólio, apesar das estações de metrô fechadas e as linhas de ônibus paradas na região", informa o "Post", acrescentando que as principais ruas próximas à região do Capitólio continuavam fechadas. Apenas alguns ônibus fretados tinham autorização para trafegar pelo local.


Centenas de milhares de pessoas foram a Washington para assistir à posse do novo presidente Barack Obama

Devido à multidão que usava metrô para chegar ao local da cerimônia, as principais estações ao redor do Capitólio foram fechadas e a população foi orientada a usar outras estações de metrô, distantes da região.

No tumulto, uma mulher caiu no trilho do metrô e a Linha Vermelha precisou ser fechada temporariamente. Segundo o "Post", a mulher foi encaminhada para um hospital da região e passa bem.

"No Mall, várias pessoas se concentraram para assistir a posse de Obama, mesmo sem ter conseguido comprar uma das entradas para a cerimônia. Algumas pessoas afirmaram terem ficado frustradas por terem esperado por horas e terem conseguido ver trechos do discurso pelas televisões espalhadas", informou o jornal.

Segundo um porta-voz da equipe de bombeiros, Alan Etter, as equipes médicas tiveram problemas em retirar rapidamente as pessoas que passaram mal no National Mall devido a multidão. "Obviamente as pessoas ajudaram, abrindo caminho para que todos pudesse ser atendidos", disse.

Ao menos 510 mil pessoas utilizaram o Metrô de Washington, até às 11h (14h de Brasília), segundo oficiais de trânsito.

Em 1981, o presidente Ronald Reagan (1981-1989) reuniu 500 mil pessoas, enquanto Bill Clinton (1993-2001) reuniu, em 1993, cerca de 800 mil pessoas, de acordo com estimativas de autoridades locais.

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