Centro judaico acusa Venezuela de anti-semitismo

O Centro Wiesenthal, organização judaica internacional de defesa dos direitos humanos, pediu aos governos do Brasil e da Argentina que denunciem a Venezuela por ter violado a Declaração contra o anti-semitismo, em um comunicado divulgado nesta sexta-feira em Buenos Aires.
Nesta terça-feira, o presidente Hugo Chávez ordenou a expulsão do embaixador de Israel, Shlomo Cohen, em protesto à ofensiva na faixa de Gaza. Na ocasião, Chávez disse que a decisão foi em dignidade as vítimas da ofensiva israelense. Desde o início do conflito, mais de 700 palestinos foram mortos e 3.000 feridos.
A entidade, que conta com mais de 400 mil membros, considera que o governo da Venezuela desrespeitou a Declaração de Condenação ao racismo, à intolerância religiosa, à discriminação racial e a outras formas de preconceito, assinada no fim de 2008 pelos governos da Argentina, Brasil e Venezuela.
"A decisão de expulsar o embaixador de Israel em Caracas e de apoiar um grupo terrorista como o Hamas, que cita em sua carta orgânica um texto antissemita como os Protocolos dos Sábios de Sião, invalida o compromisso que o presidente [Hugo] Chávez ratificou há menos de um mês", informa o comunicado.
O Centro Wiesenthal considera que o apelo de Chávez para que "o povo judeu se oponha a estas práticas criminais do Estado de Israel, que são uma incitação a atacá-lo caso se recusem a cumprir com sua ordem".
"Nosso centro reconhece os esforços e os avanços da Argentina e do Brasil na luta contra o antissemitismo, e é por isso que pedimos que seus governos denunciem o não-cumprimento do acordo pela Venezuela e desvinculem o país desta importante declaração", informa o comunicado.
A Venezuela — onde vivem cerca de 17 mil judeus — já havia retirado seu representante diplomático em Tel Aviv durante a guerra contra o Hizbollah no Líbano em 2006.

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