Nilda Souza, 38, brasileira que vive há 4 anos na cidade de Ashdod, sul de IsraelSegundo Souza, a foto foi tirada no último dia 4, quando uma creche da região, que estava fechada, foi atingida, conforme informações do governo israelense, por foguetes Qassam disparados pelo grupo radical islâmico Hamas a partir de Gaza.
Souza conta que, naquele dia, ela estava no computador, ao lado do filho, quando ouviu a sirene de risco de foguetes. Imediatamente, a família iniciou o protocolo que já considera habitual: o filho correu para abrir a porta do bunker do apartamento --que possui escada para o bunker da unidade de cima--; enquanto ela e o marido localizavam a gata da família. Em aproximadamente 45 segundos, todos estariam trancados, em segurança.
Em cerca de cinco minutos, houve um barulho de explosão, e a família deixou o bunker. "Enquanto esperamos pelo estouro, podemos ouvir o assovio do foguete. É barulhento."
Foi somente no último dia 30 de dezembro que Ashdod foi atingida pela primeira vez por um foguete Qassam. Naquele dia, uma mulher morreu. Na madrugada do último dia 3, mais dois moradores ficaram feridos quando outro foguete atingiu um prédio residencial.
Nilda diz que no dia em que sua cidade foi atacada pela primeira vez, quis voltar ao Brasil. "Eu sabia que aquilo não era para mim", disse pensar após o toque da primeira sirene.

Rastros de mísseis flagrados por brasileira perto do apartamento em que ela mora com a família, em Ashdod; dentro do bunker do apartamento, uma escada conecta todos os compartimentos de segurança do edifício
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