O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pediu ajuda ao governo israelense para que cidadãos brasileiros que estão na faixa de Gaza possam deixar o território. Em encontro com a chanceler de Israel, Tzipi Livni, Amorim disse que expressou as discordâncias do Brasil em relação à ofensiva, que nesta segunda-feira completa 17 dias.
A breve conversa entre Amorim e Livni ocorreu na Chancelaria israelense, em Jerusalém, pouco após a chegada do ministro brasileiro de Damasco, onde esteve com o presidente da Síria, Bashar Assad. O Itamaraty diz que o objetivo da viagem é "apoiar os esforços para um cessar-fogo imediato, o alívio da situação humanitária e o estabelecimento de uma paz duradoura na região".
Depois do encontro com Livni, Amorim limitou-se a fazer um rápido pronunciamento. "Evidentemente que há diferenças de avaliação da situação, com relação a como o lado humanitário e o político se contrabalançam", disse.
No início da ofensiva, o Itamaraty divulgou um comunicado "deplorando" a reação "desproporcional" de Israel. O assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, chegou a chamar os ataques de Israel a Gaza de "terrorismo de Estado".
Membros da comunidade brasileira farão um ato hoje em frente à embaixada, em Tel Aviv, em protesto contra o PT, que comparou a operação em Gaza a "práticas nazistas".
Amorim disse ontem que o Brasil condena o terrorismo, mas ressaltou que "ninguém pode ficar indiferente à morte de tantos civis". Ele disse que mencionou na conversa com Livni a situação de "dois ou três brasileiros" que estão em Gaza e manifestaram desejo de sair, e que a ministra prometeu ajuda.
Em meio à crise em Gaza e num dia em que Israel recebia pesos-pesados da diplomacia mundial, como o secretário-geral da Otan (aliança militar do Ocidente), Jaap de Hoop Scheffer, e o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, a visita do brasileiro passou quase despercebida na imprensa local.
Após a conversa com Livni, Amorim disse que ela reconheceu "o valor do Brasil como interlocutor". Um diplomata israelense envolvido na preparação do encontro, porém, disse à Folha que o pedido do Itamaraty foi recebido com surpresa e ceticismo sobre a relevância do Brasil na mediação da crise.
Hoje, Amorim irá a Ramallah, onde se reunirá com dois membros da Autoridade Nacional Palestina, o premiê, Salam Fayad, e o chanceler, Riad Malki. Depois seguirá para a Jordânia, de onde sairá um carregamento de ajuda humanitária do Brasil à população de Gaza.
Comentário do Editor:
O Amorim deve passar óleo de peróba na cara todo dia, pois como tem coragem de tentar apresentar-se como mediador na crise se tomou partido de um dos lados, notadamente, do lado dos terroristas do Hamas? Deveria ter enfiado a viola no saco e nem ido até lá .
Nenhum comentário:
Postar um comentário