Obama confirma Hillary Clinton


President-elect Barack Obama on Monday announced Sen. Hillary Clinton as his pick for secretary of state...

CHICAGO - O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, apresentou nesta segunda-feira, 1, sua equipe de segurança nacional, apontando para uma mudança nas prioridades do novo governo americano. A senadora e ex-rival na campanha presidencial, Hillary Clinton, foi indicada secretária de Estado. Honrando a promessa de ser bipartidário, Obama afirmou que atual secretário da Defesa do presidente George W. Bush, Robert Gates, permanecerá no cargo.

Os anúncios definem a equipe que aconselhará o presidente nos assuntos de segurança interna e internacional, em uma época marcada pelas guerras no Iraque e no Afeganistão e pelo terrorismo pelo mundo. "Chegou a hora de um novo começo, um novo início para a liderança americana superar os desafios do século 21", afirmou Obama. "Nós fortaleceremos nossa capacidade de derrotar nossos inimigos e apoiar os amigos. Nós renovaremos velhas alianças e forjaremos novas e duradouras parcerias."

O presidente anunciou ainda o ex-integrante da Marinha, o general James Jones, no cargo de conselheiro de Segurança Nacional, a governadora do Arizona, Janet Napolitano, para chefiar o Departamento de Segurança Nacional e Eric Holder para o posto de secretário de Justiça. Susan Rice, que foi secretária-assistente de Estado para Assuntos Africanos de 1997 ao início de 2001 (fim do governo Clinton), será a embaixadora dos EUA junto à ONU. "Estou confiante de que esta equipe é o que precisamos para garantir um novo começo para a segurança nacional da América". "Quando se trata de manter nossa nação segura, não somos nem democratas, nem republicanos, mas sim americanos", afirmou o presidente eleito.

Obama descreveu Hillary Clinton como "uma amiga, colega, fonte de conselhos e uma dura opositora durante a campanha". O presidente eleito afirmou ainda que "não tem dúvidas" de que ela será a escolha certa para o cargo. A indicação de Hillary já vinha sendo divulgada há vários dias pela imprensa americana, mas só foi confirmada oficialmente nesta segunda. Para selar a nomeação de Hillary, foi necessária uma série de negociações entre seus assessores e a equipe do presidente eleito a respeito das atividades do marido da senadora - o ex-presidente Bill Clinton. A fim de garantir que as doações recebidas pelo ex-presidente para a sua biblioteca presidencial e para a fundação com o seu nome não entrassem em conflito com as atividades da secretária de Estado, Bill Clinton concordou em revelar, pela primeira vez, o nome de 200 mil doadores de quem já recebeu contribuições.

Hillary foi a primeira-dama norte-americana durante o governo de Bill Clinton, de 1993 a 2001. No mesmo ano em que George W. Bush venceu Al Gore nas eleições para a Casa Branca, ela concorreu como senadora democrata pelo Estado de Nova York e, em 2006, venceu a reeleição, sendo considerada inicialmente favorita para a disputa presidencial deste ano. Após uma dura disputa nas primárias do Partido Democrata, foi derrotada por Obama e passou a apoiá-lo na disputa com o republicano John McCain. No Senado dos EUA, Hillary serviu no Comitê das Forças Armadas, no Comitê de Meio Ambiente e Trabalhos Públicos e no Comitê de Saúde, Educação, Trabalho e Pensões.

Hillary agradeceu pelo convite de Obama e aos nova-iorquinos, afirmando que deixar o Senado é muito difícil, mas que pensou nas tropas no Iraque e no Afeganistão e nos funcionários que trabalham para defender os interesses dos EUA no mundo para assumir o cargo. "A América não pode solucionar crises sem o mundo, mas o mundo não solucionará nenhuma crise sem os EUA".

Obama afirmou que dará ao atual chefe do Pentágono, Robert Gates, uma nova missão: "encerrar responsavelmente a guerra no Iraque, através de uma bem-sucedida transição para o controle iraquiano", referindo-se a uma promessa de campanha. "Gates dará as coordenadas", afirmou o presidente eleito. "Minha primeira prioridade é ter certeza que as nossas tropas estarão seguras nessa transição, e o povo iraquiano também". Obama disse ainda que acredita que as tropas americanas no Iraque deixarão o país nos 16 primeiros meses do novo governo, mas que pretende ouvir os conselhos dos seus comandantes militares.

Robert Gates, secretário de Defesa de George W. Bush desde 2006, é considerado uma voz moderada dentro do governo republicano e pode representar um sinal de continuidade. Ele ainda foi diretor da agência americana de inteligência CIA entre 1991 e 1993, durante o governo de George Bush, pai do atual presidente. É um dos principais defensores da guerra no Iraque.



Outros nomes


A governadora do Arizona, Janet Napolitano, comandará a Secretaria de Segurança Interna, disse Obama, que assume a presidência no dia 20 de janeiro. O democrata também confirmou que Eric Holder será o secretário de Justiça. O general reformado James Jones foi apontado como conselheiro para Segurança Nacional, e Susan Rice como a futura embaixadora dos EUA nas Nações Unidas.

Jim Jones é militar aposentado, ex-comandante da Marinha e ex-comandante supremo da Otan, ocupará o cargo de assessor de segurança nacional do próximo presidente. Ele é muito respeitado por republicanos e democratas, mas evita ligações partidárias. Sabe-se que criticou duramente a forma como o governo Bush lidou com a guerra no Iraque - a qual descreveu como uma "debacle", em depoimento citado em um livro do jornalista Bob Woodward em 2006.

Janet Napolitano, governadora democrata reeleita do Estado de Arizona, foi indicada como uma das cinco melhores governadoras dos EUA pela revista Time em 2005 e integra o time de conselheiros de transição de Obama. Ela já foi procuradora-geral pelo Estado é a primeira mulher a ocupar o cargo de Secretária de Segurança Nacional. Como governadora de um Estado vizinho ao México, também está muito envolvida em questões migratórias, as quais se encontram sob a jurisdição do Departamento de Segurança Doméstica.

Eric Holder, ex-subsecretário de Justiça no governo de Bill Clinton, aceitou a proposta para o cargo, mas ainda depende de uma sondagem quanto à aceitação bipartidária do seu nome, segundo fontes democratas. Ele deu consultoria jurídica à campanha de Obama e ajudou a selecionar pré-candidatos a vice para ele. Susan Rice, conselheira de política externa de Obama, foi secretária-assistente de Estado para Assuntos Africanos no governo Clinton durante os ataques terroristas promovidos em 1998 contra as embaixadas americanas na Tanzânia e no Quênia.

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