A Defesa Civil do Estado de Santa Catarina confirmou mais uma morte na noite desta terça-feira, elevando para 117 o número de mortes provocadas pelas chuvas e deslizamentos. Segundo boletim divulgado por volta das 21h40, a vítima era da cidade de Timbó (SC).
De acordo com a Defesa Civil, ao menos 9.587 pessoas retornaram para suas casas no Estado, mas ainda há 69.114 desalojados ou desabrigados. Destes, 21.219 estão desabrigados --dependem de abrigos do poder público-- e 47.895 estão desalojados, ou seja, ficam hospedados nas casas de familiares e amigos.
Ainda segundo a Defesa Civil, 31 pessoas continuam desaparecidas no Estado, mas o número pode ser bem maior, segundo estimativas das prefeituras de Ilhota e de Itajaí --dois dos municípios mais atingidos pelas chuvas.
No último domingo (30), a Sedec (Secretaria Nacional de Defesa Civil), vinculada ao ministério da Integração Nacional, enviou à Santa Catarina uma psicóloga especialista em emergências e desastres. Daniela Lopes deverá coordenar os trabalhos dos profissionais do CRP (Conselho Regional de Psicologia) do Estado no atendimento às vítimas das chuvas.
A profissional integrará as equipes de instituições de emergências e secretarias de Estado convocadas pela Defesa Civil Estadual para ajudar na recuperação das pessoas afetadas, sobretudo aquelas que continuam desabrigadas.
Ajuda
Até a noite de hoje, as doações em dinheiro para as vítimas da Defesa Civil ultrapassavam R$ 12 milhões. Os valores arrecadados serão utilizados na reconstrução de casas.
Além das doações em dinheiro, a Defesa Civil informou que recebeu mais de cem toneladas de materiais de limpeza e higiene pessoal, além de 1,5 milhão kg de alimentos e 1,3 milhão de litros de água potável. Cerca de 60 caminhões chegam à Santa Catarina com as doações.
Os detentos de um presídio do Rio Grande do Sul decidiram fazer jejum por um dia para ajudar as vítimas do Estado vizinho. Com a iniciativa, eles pretendem enviar ao Estado mais de 1.546 kg de comida --quantidade consumida no presídio em um dia.
Os interessados em ajudar podem realizar doações em dinheiro nas contas correntes abertas pela Defesa Civil:
- Itaú - Agência 0289, conta corrente 69971-2;
- Caixa Econômica Federal - Agência 1877, operação 006, conta corrente 80.000-8;
- Banco do Brasil - Agência 3582-3, conta corrente 80.000-7;
- Banrisul, Agência 0131, conta corrente 06.852725.0-5
- Besc - Agência 068-0, conta corrente 80.000-0;
- Bradesco Agência 0348-4, conta corrente 160.000-1
- Sicoob/SC - Agência 1005, conta corrente 2008-7
- Sicred - Agência 2603, conta corrente 3500-9
- Santander - Agência 1227, conta corrente 430000052
Em nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil,
CNPJ - 04.426.883/0001-57
Enchente afeta 10.000 pessoas em Campos (RJ) e governo acena com ajuda de R$ 40 milhões
O governo federal vai liberar entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões para obras emergenciais contra enchentes no município de Campos, no Estado do Rio. Já são 10.000 pessoas prejudicadas pelas chuvas, sendo 7.300 desalojados --em casa de parentes e amigos-- e 2.713 desabrigados, ou seja, recolhidos a abrigos, segundo o governo do Estado.
A promessa de recursos teria sido feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em resposta a um pedido do governador Sérgio Cabral (PMDB), segundo relatou a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos.
Ela esteve nesta terça-feira em Campos, vistoriando as áreas mais afetadas pela inundação. Apesar das águas começarem a baixar, ainda existe preocupação com novas chuvas, segundo Marilene.
"A maior angústia é a possibilidade da continuidade das chuvas e a ocorrência de mais alagamentos. Para evitar isso, nós precisamos entrar com ações emergenciais de combate à enchente. Para isso, o governador Sérgio Cabral pediu hoje ao presidente Lula R$ 160 milhões e o governo federal vai liberar R$ 30 milhões a R$ 40 milhões para as intervenções emergenciais", disse.
A secretária do Ambiente sobrevoou Campos juntamente com a primeira-dama do estado, Adriana Ancelmo Cabral. Marilene Ramos responsabilizou os danos causados ao meio ambiente pelo próprio homem como parte das causas das inundações na região. Ela apontou entre esses danos as construções irregulares de residências em locais impróprios, sujeitos a desmoronamentos e enchentes.
O governo federal ainda não confirmou o valor total dos recursos destinados ao município de Campos.
Número de desalojados e desabrigados sobe para 8.902 no Espírito Santo
Moradores de Vila Velha, na região metropolitana de Vitória, estão convivendo com comércio fechado, dificuldade de locomoção e mau cheiro devido às fortes chuvas que atingiram a cidade nas últimas semanas. Há 15 dias, as ruas do município, o mais populoso do Espírito Santo, estão alagadas. Só no município, há 7.183 desalojados e 431 desabrigados.
Novo balanço da Defesa Civil mostra que em todo o Estado 8.902 já tiveram que deixar suas casas em razão das chuvas.
A chuva deu uma trégua ao Estado nos últimos dias, mas mesmo assim a água permanece nas ruas dos bairros de Vila Velha que ficam próximos ao canal de Guaranhuns.
Segundo a Defesa Civil do município e a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, o rio Jucu, que corta Vila Velha, está 2,4 metros acima do seu nível por causa das chuvas. O canal de Guaranhuns está transbordando para as ruas.
A secretaria instalou seis estações de bombeamento, que captam cerca de 1,5 milhão de litros de água por hora, para retirar água.
"Mesmo com as bombas, a situação não ameniza muito. A situação só vai melhorar, quando a o leito do rio Jucu voltar ao normal", disse Adão da Cunha, coordenador da Defesa Civil Municipal.
"Em muitas ruas, a água bate no joelho das pessoas. Parte do comércio está fechada e há gente que transita com caiaque ou jipe", afirmou Romário de Castro, secretário de Serviços Urbanos de Vila Velha.
Segundo Castro, além do excesso de chuvas, a cidade, que está no nível do mar, ainda sofre com a maré cheia.
O secretário estima que a cidade precise de R$ 21 milhões para recuperar os estragos provocados pelas chuvas. Ele também afirma que projetos de drenagem serão desenvolvidos.
Além de Vila Velha, há mais nove municípios em situação de emergência no Estado. Há previsão de pancadas de chuva para os próximos dias.
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