
Bush announces auto rescue
A ajuda de até US$ 17,4 bilhões que o governo americano ofereceu hoje às montadoras General Motors (GM) e Chrysler animou os investidores, o que se refletiu nas altas nas Bolsas em Nova York nesta sexta-feira. Mesmo assim, o panorama de dificuldades na economia continua a afastar os investidores do mercado.
A ajuda levou a altas expressivas logo que foi anunciada, mas os ganhos ficaram mais moderados. Às 15h42 (em Brasília), a Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês) estava em alta de 0,41%, indo para 8.640,12 pontos no índice Dow Jones Industrial Average, enquanto o S&P 500 subia 0,67%, para 891,25 pontos. A Bolsa Nasdaq operava em alta de 1,01%, indo para 1.568,06 pontos. No Brasil, o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, sofre queda de 1,42%, aos 38.973 pontos.
Mesmo com a ajuda, os investidores ainda não vêem mudanças na atual situação da economia. O efeito da medida do governo deve ser curto, segundo analistas. "É uma alta marginal. A ajuda evita o colapso de uma grande empresa menos de uma semana antes do Natal", disse à agência de notícias Associated Press (AP) o estrategista Phil Orlando, da Federated Investors. "Isso não quer dizer que essas empresas não possam quebrar em março, mas o assunto pelo menos sai das manchetes e tira a ameaça de colapso de cima da mesa até a próxima primavera."
O governo tomou a iniciativa de ajudar o setor automobilístico depois de, na semana passada, o Senado ter rejeitado um pacote de US$ 14 bilhões para ajudar as montadoras.
A ajuda de hoje será retirada do Tarp (Programa para Alívio de Ativos Problemáticos, na sigla em inglês), o pacote de US$ 700 bilhões aprovado em outubro e destinado inicialmente a resgatar empresas do setor bancário com problemas ligados a papéis 'podres' (com alto risco de calote).
Em discurso, o presidente George W. Bush afirmou que deixar montadoras quebrarem "não é uma ação responsável".
De início a General Motors (GM) e a Chrysler terão acesso a US$ 13,4 bilhões, com outros US$ 4 bilhões que podem ser oferecidos em março. O acordo exige como contrapartida das empresas a apresentação de dados que mostrem que estão em condição financeiramente viável até o fim de março de 2009. Segundo a rede americana de TV CNN, a GM e a Chrysler devem assinar os papéis para receber o empréstimo ainda hoje. Os primeiros recursos estarão disponíveis ainda neste mês e em janeiro.
As ações da GM chegaram a subir 17%; e as da Ford, 6,3%.
Hoje a agência de classificação Standard & Poor's baixou entre um e dois patamares a nota de 11 bancos internacionais, em decorrência das enormes pressões sobre seus desempenhos no próximo ano, segundo um comunicado. Os bancos que tiveram as notas revistas para baixo são o Bank of America, Barclays, Citibank, Credit Suisse, Deutsche Bank, Goldman Sachs, JPMorgan Chase, Morgan Stanley, Royal Bank of Scotland, UBS e Wells Fargo.
O secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse nesta sexta-feira que o Congresso precisa liberar a segunda metade do pacote de US$ 700 bilhões. Segundo Paulson, com as ajudas já feitas para o setor financeiro e a ajuda de hoje, de US$ 17,4 bilhões, a ser direcionada ao setor automobilístico, a primeira parte do pacote já liberada já está praticamente esgotada.
Ele afirmou ainda que o Tesouro, o Federal Reserve (Fed, o BC americano) e a FDIC (Corporação Federal de Seguros de Depósitos, na sigla em inglês, a agência dos EUA de garantia de depósitos bancários) tem recursos para, se necessário, ajudar alguma instituição que enfrentar problemas até que o Congresso aprove o uso da segunda parte do pacote.
A outra metade do pacote, no entanto, é necessária "para apoiar a estabilidade do mercado financeiro", disse o secretário em um comunicado.
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