da France Presse
A aviação israelense executou neste domingo uma série de ataques contra túneis de contrabando no setor de Rafah, na fronteira entre a faixa de Gaza e Egito. Nos ataques que começaram no sábado (27) ao menos 270 palestinos morreram e 700 foram feridos.
Os aviões israelenses abriram fogo ao longo da fronteira com o Egito, de onde era possível observar espessas nuvens de fumaça. O grupo radical palestino Hamas e os contrabandistas utilizam uma rede de túneis sob a fronteira palestino-egípcia em Rafah para introduzir armas e mercadorias na Faixa de Gaza submetida a um bloqueio israelense.
Hoje, o governo de Israel aprovou a convocação de 6.500 reservistas para uma eventual invasão militar de Gaza por terra, com o objetivo de apoiar os bombardeios aéreos. Mais de 100 bombas foram arremessadas hoje contra os palestinos.
O governo de Israel começou na tarde de hoje a concentrar tanques e tropas para a fronteira. No lado norte, perto da passagem de Erez, estavam estacionados pelo menos 16 tanques, enquanto outros se aproximavam, transportados sobre caminhões militares. Vários veículos de transporte de tropas também estavam estacionados na área.
Mais ao sul, a 50 km de distância, eram descarregados 10 tanques. Além disso, foram instaladas barracas do Exército israelense na região, à qual chegavam soldados com equipamentos de combate.
O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, disse hoje que o Exército "aprofundará e ampliará sua operação conforme necessário, pois o objetivo da operação é mudar completamente as regras do jogo".
Tzipi Livni, ministro de Relações Exteriores, disse que a prioridade de país é restabelecer o controle do território. "Enquanto nós não tivermos o controle no sul, vamos prosseguir com os ataques. A população não pode viver com o terror constante de ataques na fronteira", disse.
Khaled Meshaal, líder máximo do grupo radical islâmico Hamas, convocou os seguidores para realizar uma nova Intifada (revolta popular palestina contra a ocupação israelense, ocorrida entre 1987 e 1993 e no final de 2000) contra Israel em resposta aos bombardeios.
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