Clashes broke out in the Greek capital
Martelo com os dizeres "Vingança de Alexandros" decora relicário em homenagem ao jovem que foi baleado pela polícia no sábado (6)Milhares de estudantes, professores e militantes de esquerda gregos foram às ruas na capital Atenas e Salônica, segunda maior cidade do país, para pedir justiça pela morte do jovem.
A morte de Andreas Grigoropulos, 15, levou a três dias de violentos protestos contra a ação polícia e que logo se transformaram em uma manifestação contra o governo do conservador primeiro-ministro, Costas Caramanlis.
O protesto em Atenas começou pouco antes do funeral do adolescente. Os professores do Sindicato de Ensino Secundário carregavam uma faixa com os dizeres: "O assassino, o culpado é o governo".
Cerca de 2.000 estudantes participaram da marcha que percorreu as principais ruas da capital até o Parlamento. Na frente do edifício parlamentar, centenas de manifestantes jogaram pedras e garrafas contra os policiais que protegiam o local. A polícia confrontou os manifestantes que lançaram projéteis contra eles.
O líder da oposição, socialista George Papandreou, pediu nesta terça-feira que ele renuncie e convoque novas eleições para encerrar a crise. "Nós queremos poder. A única coisa que o governo pode oferecer é renunciar e deixar as pessoas darem o veredicto", disse Papandreou.
"O país não tem um governo que o proteja", disse o líder socialista, cujo partido já liderava as pesquisas de opinião por mais de cinco pontos antes dos protestos. "Cidadãos estão vivendo uma crise múltipla: crise social, crise de valores. As pessoas têm muita confiança no governo".
Diante da pressão, o primeiro-ministro pediu nesta terça-feira para que os líderes políticos se unam diante dos piores protestos civis em décadas e pediu punição aos manifestantes.
Manifestos
O assassinato do jovem aconteceu às 21h deste sábado (6) (16h, no horário de Brasília), em Atenas. De acordo com a polícia, Grigoropulos foi atingido por três tiros dados pelo policial Epaminondas Korkoneas, 37, quando, com outros 30 jovens, atirava pedras e outros objetos contra um carro da polícia.
O policial foi preso neste domingo (8) por homicídio proposital e uso ilegal de arma e um colega dele, por ter sido cúmplice no crime, o que ele nega.
Nesta terça-feira, cidadãos e trabalhadores da prefeitura de Atenas realizaram uma inspeção no centro da cidade para fazer um levantamento dos danos materiais e retirar os escombros do que restou após uma noite de incêndios e destruição perpetrada por radicais e anarquistas.
Mais de 10 prédios do centro foram parcialmente incendiados, mais de 200 lojas destruídas e cerca de 40 veículos queimados. A polícia informou que 12 policiais ficaram levemente feridos e 20 civis tiveram de ser internados em hospitais locais.
Durante os distúrbios foram detidas 176 pessoas, e 87 delas serão julgadas nas próximas horas. Na cidade de Salônica, as imagens de destruição são parecidas, com 18 lojas e cinco bancos completamente queimados.
Alguns manifestantes atearam fogo em latas de lixo, enquanto outros quebravam com barras de ferro o revestimento em mármore dos locais por onde passavam para tirar lascas a serem lançadas.
Primeiro-ministro grego pede punição
O primeiro-ministro grego, Costas Caramanlis, pediu nesta terça-feira a condenação unânime e o isolamento dos responsáveis pelos protestos violentos na Grécia e prometeu Justiça pela morte do jovem que foi baleado no sábado (6) por um policial, em um subúrbio de Atenas.
"Ninguém tem o direito de usar este fato trágico como uma desculpa para as ações de violência contra cidadãos inocentes e seus bens, contra a polícia e a democracia", disse Caramanlis, depois de se reunir em Atenas com o presidente grego, Karolos Papoulias, para discutir a tensa situação no país.
A Grécia passou por três dias de intensos protestos e distúrbios motivados pela morte de Andreas Grigoropulos, 15. O assassinato do jovem aconteceu às 21h deste sábado (6) (16h, no horário de Brasília), em Atenas. De acordo com a polícia, Grigoropulos foi atingido por três tiros dados pelo policial Epaminondas Korkoneas, 37, quando, com outros 30 jovens, atirava pedras e outros objetos contra um carro da polícia.
O policial foi preso neste domingo (8) por homicídio proposital e uso ilegal de arma e um colega dele, por ter sido cúmplice no crime, o que ele nega.
Nesta segunda-feira, um ato reuniu cerca de 300 estudantes em Salônica, no norte do país. Os manifestantes jogaram coquetéis molotov contra os policiais, que reagiram com bombas de gás lacrimogêneo. Pelo menos dois estudantes foram presos. Em Berlim, pessoas invadiram o consulado grego e colocaram na janela uma faixa de protesto.
Os protestos atingiram, além de Atenas e Salônica, Patras e Ioannina. Ao menos 40 pessoas ficaram feridas.
Contudo, nesta terça-feira, a Grécia tem uma manhã tranqüila. Cidadãos e trabalhadores da Prefeitura de Atenas realizaram uma inspeção durante toda a madrugada e manhã desta terça no centro da cidade para fazer um levantamento dos danos materiais e retirar os escombros do que restou após uma noite de incêndios e destruição perpetrada por radicais e anarquistas.
Mais de 10 prédios do centro foram parcialmente incendiados, mais de 200 lojas destruídas e cerca de 40 veículos queimados. A polícia informou que 12 policiais ficaram levemente feridos e 20 civis tiveram de ser internados em hospitais locais.
Durante os distúrbios foram detidas 176 pessoas, e 87 delas serão julgadas nas próximas horas. Na cidade de Salônica, as imagens de destruição são parecidas, com 18 lojas e cinco bancos completamente queimados.
Alguns manifestantes atearam fogo em latas de lixo, enquanto outros quebravam com barras de ferro o revestimento em mármore dos locais por onde passavam para tirar lascas a serem lançadas.
Manifestação
O Partido Socialista, o maior da oposição, convocou uma manifestação pacífica no centro de Atenas para o meio-dia de hoje (local), dia do funeral da vítima fatal, Alexander Grigoropulos. O líder do Pasok, Giorgos Papandreu, declarou que 'já basta com este governo que não protege o cidadão'.
Após uma reunião extraordinária ministerial convocada ontem à noite pelo primeiro-ministro grego, o conservador Costas Caramanlis, o Executivo afirmou que não haverá qualquer tolerância contra os radicais que destroem os bens dos cidadãos.
Caramanlis deve se reunir com o presidente grego, Carolos Papoulias, e com os chefes dos partidos políticos separadamente durante o dia.
O prefeito de Atenas, Nikitas Kaklamanis, solicitou uma reunião urgente com o primeiro-ministro e com os líderes dos partidos da oposição, para pedir união contra as ações dos grupos de radicais que levaram um grande prejuízo aos comerciantes locais.
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