A gigante da mineração anglo-australiana Rio Tinto anunciou nesta quarta-feira (10) que cortará 14 mil postos de trabalho - cerca de 13% do total - em todo o mundo como parte de um plano para reduzir as dívidas, ante a queda dos preços das matérias-primas.
Em nota, a empresa informou que vai demitir 5,5 mil funcionários contratados e eliminar 8,5 mil postos temporários, como forma de reduzir sua dívida em US$ 10 bilhões até o fim de 2009 e enfrentar o agravamento dos efeitos da crise econômica mundial.
A Rio vinha sendo pressionada para detalhar planos para reduzir empréstimos desde que o preço de sua ação caiu depois que a rival maior BHP Billiton desistiu de oferta de comprar a empresa por US$ 66 bilhões dólares no mês passado.
Com os cortes, a empresa estima que terá uma redução de custos da ordem de US$ 1,2 bilhão. A dívida total do grupo, ao final de outubro, era de US$ 38,9 bilhões. A mineradora também prevê reduzir investimento e ampliar venda de ativos.
A Rio Tinto incorreu em uma dívida pesada com a aquisição no ano passado, por US$ 38 bilhões, da Alcan, e prometeu levantar US$ 15 bilhões, a maior parte este ano, com a venda de ativos não essenciais. Mas a queda nos preços das commodities e redução na demanda fizeram esses ativos valerem menos e a crise financeira global tornou mais difícil para potenciais compradores obterem crédito.
“Estas medidas pretendem preservar o valor para os acionistas, mantendo a salvo a tesouraria e reduzindo o endividamento”, afirma o grupo. “O propósito destas medidas anunciadas hoje é garantir que o grupo esteja bem posicionado quando a economia se recuperar”, diz o documento divulgado.
Com informações da Reuters e da France Presse
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