Fundo que controla Chrysler e banco da GM suspende pagamento a cotistas

da France Presse, em Nova York

O Cerberus Capital Management, que controla a montadora Chrysler e parte do banco da General Motors, limitou ou suspendeu os saques de vários de seus fundos. O adiamento ocorre no momento em que os cotistas tentam recuperar seus investimentos em meio à ameaça de falência das companhias.

O Cerberus controla a montadora americana Chrysler e tem 51% do capital da sociedade de serviços financeiros GMAC. As duas empresas enfrentam grandes dificuldades com o afundamento do mercado automobilístico.

Segundo a CNBC, a decisão de limitar os saques atinge, principalmente, a Cerberus Partners, um fundo que administra entre US$ 3 bi e US$ 4 bilhões em ativos. O nome dos fundos envolvidos pela medida não foi revelado.

Os saques serão limitados a 20% do valor do fundo, informa uma carta dirigida aos clientes.

A suspensão do pagamento ocorre um dia depois de Chrysler e GM verem a redução de suas notas de classificação de risco. De acordo com a Standard & Poor's, a nota da GM caiu para "C", apenas um degrau acima da classificação das empresas que pedem concordata.

No caso da Chrysler, a S&P reduziu em três níveis a nota da fabricante americana de veículos, que passou para "CC", devido à sua incapacidade de pagar suas dívidas. Anteriormente considerada "CCC+", a Chrysler está agora a apenas dois níveis do piso da classificação da S&P, "D", atribuído a empresas em moratória.

O governo americano vai usar recursos do chamado Tarp (Programa para Alívio de Ativos Problemáticos, na sigla em inglês), o pacote de US$ 700 bilhões aprovado em outubro e destinado inicialmente a resgatar empresas do setor bancário com problemas ligados a papéis "podres" (com alto risco de calote) para ajudar as montadoras.

De início a General Motors e a Chrysler terão acesso a US$ 13,4 bilhões, com outros US$ 4 bilhões que podem ser oferecidos em março. A GM ficará com US$ 9,4 bilhões e a Chrysler receberá US$ 4 bilhões.


Agências de classificação reduzem notas de risco da GM, Chrysler e Ford


As montadoras americanas General Motors, Chrysler e Ford tiveram suas notas de risco rebaixadas nesta segunda-feira pelas agências de classificação Standard & Poor's e Moody's. Em todos os casos, as agências alegaram a deterioração das dívidas das empresas devido a crise financeira internacional.

Entenda o que é "rating" ou nota de risco

De acordo com a S&P, a nota da GM caiu para "C", apenas um degrau acima da classificação das empresas que pedem concordata. A redução foi adequada à dívida sem garantia do grupo, cujos credores não serão considerados prioritários em caso de falência sobre os governos de Estados Unidos e Canadá.

A S&P estima que em caso de falência, os credores sem garantia não receberão mais que uma pequena parte, entre 1% e 10%.

No caso da Chrysler, a S&P reduziu em três níveis a nota da fabricante americana de veículos, que passou para "CC", devido à sua incapacidade de pagar suas dívidas. Anteriormente considerada "CCC+", a Chrysler está agora a apenas dois níveis do piso da classificação da S&P, "D", atribuído a empresas em moratória.

No início deste mês, a Moody's já havia rebaixado as notas da GM e da Chrysler de "Caa2" para "Ca", diante da possibilidade de suspensão de pagamentos. Na ocasião, a nota da Ford foi mantida em "Caa1", com uma perspectiva negativa.

Porém, nesta segunda-feira, a Moody's anunciou a redução em dois degraus da classificação da Ford para "Caa3", também acompanhada por uma perspectiva negativa, o que significa que a Moody's não exclui outra redução no futuro, destacou a agência.

Segundo a Moody's, "a degradação reflete o risco crescente de que a Ford tenha que adotar medidas de reestruturação para obter as mesmas concessões que GM e Chrysler", que na sexta-feira passada aceitaram condições muito severas impostas por Washington para receber ajuda financeira urgente.

O governo americano vai usar recursos do chamado Tarp (Programa para Alívio de Ativos Problemáticos, na sigla em inglês), o pacote de US$ 700 bilhões aprovado em outubro e destinado inicialmente a resgatar empresas do setor bancário com problemas ligados a papéis "podres" (com alto risco de calote) para ajudar as montadoras.

De início a General Motors e a Chrysler terão acesso a US$ 13,4 bilhões, com outros US$ 4 bilhões que podem ser oferecidos em março. A GM ficará com US$ 9,4 bilhões e a Chrysler receberá US$ 4 bilhões.

Nenhum comentário:

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails