O Exército dos Estados Unidos precisa de ao menos 30 mil novos soldados para cumprir suas responsabilidades ao redor do mundo sem ficar vulnerável, afirma o jornal "Washington Post" nesta quinta-feira. "Não dá para fazer o que nos cabe com o número de pessoas que temos", disse o subsecretário do Exército Nelson Ford, na semana passada.
Conforme o "WP", o Exército americano já sente a falta de brigadas treinadas e prontas para um grande combate. Hoje, esses profissionais chegam a bases no Iraque e Afeganistão, por exemplo, de última hora, "o que significa que eles não têm tempo de treinar juntos antes de cruzar a zona de guerra".
O Exército, atualmente, espera alcançar 547 mil soldados na ativa no ano que vem, mais que os 482 mil de antes das guerras. Mesmo assim, o número é insuficiente. O ideal seria ter, ao menos, 580 mil. "Nós temos cinco a dez novas missões, e já estamos no limite", afirma Ford.
Segundo o jornal, atualmente, o Exército tem dois fatores favoráveis ao aumento da tropa. O primeiro já dura dois anos: é a ausência do ex-secretário de Defesa Donald H. Rumsfeld, que era contrário à medida. Já o segundo é a crise econômica global, que aumentou a capacidade das Forças Armadas de atrair e manter soldados.
O maior obstáculo, por outro lado, é a posse do presidente eleito Barack Obama, em 20 de janeiro próximo, já que ele dá indícios de que pretende cortar os gastos com o Pentágono.
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