A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que o número de desempregados nos países que integram a organização poderá aumentar em 8 milhões nos próximos dois anos apenas. O desemprego poderia subir dos atuais 34 milhões para 42 milhões até 2010.
Veja abaixo a evolução do desemprego nas principais economias do mundo:
EUROPA
- Reino Unido
O país divulgou no início de novembro o pior aumento do desemprego em 16 anos e uma recessão. Atualmente, o governo inglês é obrigado a pagar pensões a 980 mil pessoas. 1,8 milhão perderam seu trabalho em 2008. No país, foram 1,5 mil novos desempregados por dia entre agosto e outubro. Em termos porcentuais, a taxa de desemprego chega a 5,8% no Reino Unido, contra 7,5% na zona do euro, taxa que deve aumentar para quase 9% em 2009.
- França
A taxa de desemprego na França subiu para 7,7% no terceiro trimestre, acima da taxa de 7,6% no segundo trimestre, mas abaixo dos 8,2% em igual período do ano passado. Na área metropolitana, que exclui territórios externos, o desemprego aumentou para 7,3% da população ativa, ou 2,04 milhões de pessoas, de 7,2% no segundo trimestre.
O governo estima que são mais de 1,2 mil o número de pessoas que recebe cartas de demissões por dia.
Durante sua campanha presidencial no ano passado, Nicolas Sarkozy prometeu derrubar a taxa de desemprego para abaixo de 5% dentro de cinco anos. A última vez em que a taxa ficou assim baixa foi no segundo trimestre de 1979, segundo o Instituto de estatísticas Insee.
- Alemanha
A taxa se manteve estável em 7,1% em outubro, a mesma registrada em setembro.
- Espanha
A perda de emprego tem sido mais acelerada na Espanha, onde a taxa de desemprego atingiu 12,8% em outubro, de 12,1% em setembro. Entre os mais afetados estão os imigrantes, muitos deles brasileiros. Na Espanha, 46% dos imigrantes estão desempregados.
- Suécia
O país planeja lançar um pacote de estímulo de 8,3 bilhões de coroas suecas (US$ 1 bilhão) com intuito de ajudar o enfraquecido mercado de trabalho, disse o primeiro-ministro, Fredrik Reinfeldt. A economia da Suécia já perdeu mais de 10 mil empregos nos últimos meses. O plano proposto será apresentado para o Parlamento, para ser aprovado no final de janeiro.
AMÉRICA
- EUA
O mercado de trabalho dos EUA fez o maior corte de vagas dos últimos 30 anos em novembro, levando a taxa de desemprego para o nível mais elevado em 15 anos. Com base nas folhas de pagamento (payroll), o Departamento do Trabalho verificou cortes de 533 mil vagas em novembro, marcando o 11º mês seguido de retração na oferta de trabalho nos EUA. É o maior volume de cortes desde dezembro de 1974. Economistas ouvidos pela Dow Jones previam o corte de 350 mil vagas em novembro.
A taxa de desemprego nos EUA subiu para 6,7% em novembro, o maior nível desde outubro de 1993, informou o Departamento de Trabalho. Em outubro, a taxa estava em 6,5% e economistas esperavam aumento para 6,8%. Os cortes de empregos feitos nos últimos três meses já somam 1,2 milhão, contabilizando as revisões nos números de outubro e de setembro.
- Brasil
Em outubro, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,5%, a menor do ano, mas o desaquecimento da atividade provocado pela crise global já dá sinais de que pode afetar esse quadro. A Vale, por exemplo, anunciou a demissão de 1.300 empregados no mundo inteiro devido à retração da demanda mundial. Representantes do setor de construção civil, importante empregador, também já anunciaram que o cenário de contratações é incerto.
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, confirmou que o governo está avaliando medidas para evitar o desemprego, mas não deu detalhes. "O que acho é que hoje o governo tem os instrumentos. A diferença é essa. A gente tem instrumentos para diminuir a quantidade do desemprego", afirmou a ministra. "Essa é uma das questões centrais do governo: não deixar que haja uma queda na oferta do emprego, que comprometa tudo o que conquistamos até agora."
- Canadá
A economia canadense perdeu 70.600 postos de trabalho em novembro, em comparação a um aumento inesperado de 9.500 vagas no mês anterior, devido ao corte de funcionários no setor manufatureiro e ao encerramento das eleições federais, de acordo com o Departamento de Estatísticas do Canadá.
O número foi mais de três vezes superior à expectativa do mercado, de corte de 20 mil postos de trabalho. Com isso, a taxa de desemprego do país subiu para 6,3%, de 6,2% em outubro. Economistas previam um aumento para 6,4%.
ÁSIA
- China
O número de desempregados no país chegou a 4% da população economicamente ativa nos dez primeiros meses deste ano, chegando a um nível considerado "crítico" pelo ministro de Recursos Humanos e Estabilidade Social, Yin Weimin.
O número absoluto de desempregados é provavelmente maior, pois trabalhadores imigrantes não foram computados na estatística, embora representem mais de 200 milhões na força produtiva do país.
- Japão
O governo vai propor o lançamento de um pacote de empregos de 2 trilhões de ienes (US$ 21,5 bilhões) para ajudar a conter o impacto da crise econômica. As medidas incluem assistência para trabalhadores temporários para que possam se tornar permanentes e a ajuda para que estudantes encontrem empregos depois do vencimento de seus contratos informais. O governo também vai propor a concessão de subsídios estatais para os governos locais para que possam contratar temporariamente cidadãos idosos e jovens.
Nenhum comentário:
Postar um comentário