Banco Mundial prevê crise de desemprego em 2009

Presidente da entidade alerta para fase difícil e pede que países não se voltem apenas para si mesmos


MIANYANG, China - A crise financeira mundial vai gerar, no ano que vem, uma crise de desemprego. A avaliação é o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, que alertou os países ricos sobre as medidas tomadas contra os problemas. "Esta crise financeira virou uma crise econômica, e no ano que vem será uma crise de desemprego", disse Zoellick. "Será uma fase extremamente difícil".

Ele disse que a recuperação pode ser dificultada se os países se voltarem para si mesmos na tentativa de salvar suas economias, com pouca atenção para os outros. "Estou preocupado que o desemprego, especialmente se combinado com os descontos nos preços, possa levar a ondas de protecionismo", disse ele.

Zoellick afirmou que as nações ricas devem ter cuidado para não causar mais sofrimento ao mundo em desenvolvimento ao tomar medidas mais ousadas para fortalecer suas economias fragilizadas. Segundo ele, os países mais pobres, que já enfrentam grande perda de empregos, estão vulneráveis às conseqüências indiretas das políticas criadas para socorrer os mercados financeiros.

"Os países desenvolvidos garantiram muitos débitos bancários. Isso tornou difícil para os países em desenvolvimento, com bons programas orçamentários, conseguir lançar títulos no mercado", disse Zoellick em uma entrevista enquanto visitava a província chinesa de Sichuan, devastada por um terremoto em maio.

"É importante para os países em desenvolvimento reconhecer que em algum momento vão precisar de estratégias de saída para essas garantias ou ser capazes de discipliná-las", disse ele. "Não estou dizendo que devem tomar essa atitude agora, mas de outra fora os países em desenvolvimento vão arcar com o impacto disso".

Embora elogiando a expansão monetária e o estímulo fiscal nos EUA e em outras partes, Zoellick disse que tais políticas podem conter as sementes de futuros problemas econômicos, acrescentando que seria necessário disciplina para freá-las no longo prazo.

O Banco Mundial disse na semana passada que o derretimento financeiro global está pesando muito nas economias em desenvolvimento, prevendo um crescimento de 4,5% para o próximo ano diante dos 6,3 de 2008.

Plano para economia de Obama pode atingir US$ 1 tri, diz jornal

NOVA YORK - A equipe do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, está considerando um plano de estímulo à economia americana que pode ir além das estimativas anteriores e atingir US$ 1 trilhão em dois anos, informou o Wall Street Journal no sábado, 13. Os auxiliares de Obama, que consideravam um pacote de meio trilhão há dois anos, agora avaliam US$ 600 bilhões "em uma estimativa muito baixa", afirmou o diário americano, citando pessoas próximas à questão.

Espera-se que o tamanho final do estímulo seja significantemente maior do que a previsão, possivelmente entre US$ 700 bilhões e US$ 1 trilhão, devido a deterioração da economia do país. A equipe de Obama, que toma posse em 20 de janeiro, não quis comentar o tamanho do pacote.

Durante a campanha presidencial, o democrata prometeu que irá lançar grandes programas governamentais para ajudar a economia dos EUA. Ainda segundo o Wall Street Journal, o presidente eleito deve receber de seus assistentes mais detalhes do pacote nesta semana, com informações de como ele poderia ser aprovado no Congresso em janeiro.

Economistas dizem esperar que Obama assine rapidamente um pacote de estímulo para vários anos que poderia atingir US$ 750 bilhões. Recentemente, a administração do presidente George W. Bush aprovou um pacote de US$ 700 bilhões para recuperar o sistema bancário do país.

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