Terror na Índia

Polícia invade hotel Taj Mahal, no qual centenas são mantidos reféns, e andares superiores são incendiados

Fotos da noite de terror

Troops confront Mumbai attackers

Mumbai toll climbs as hotel standoffs remain



Exército invadiu hotel e andares superiores foram incendiados; dois terroristas mortos





Accounts of Mumbai attacks from media in India





MUMBAI - Os ataques de quarta-feira, 26, à capital financeira da Índia coordenados por terroristas armados com fuzis e granadas deixaram pelo menos 100 mortos e quase 200 feridos, segundo a direção geral da polícia local. Comandos do Exército invadiram o hotel Taj Mahal - onde os terroristas mantinham centenas de reféns - nas primeiras horas desta quinta-feira (horário local). Pouco depois, os andares superiores do local foram incendiados. A polícia afirma que dois terroristas foram mortos.

O pouco conhecido grupo "Deccan Mujahedeen" assumiu a responsabilidade pelos ataques aos hotéis de luxo Taj Mahal e Oberoi Trident, além de outros oito locais, entre eles, a estação ferroviária central, um hospital e um restaurante popular.

Entre os mortos, segundo a polícia, encontram-se turistas estrangeiros, ainda não identificados. O Japão declarou que uma das vítimas fatais é um cidadão japonês.

Uma fonte diplomática assegurou à Agência Efe que um eurodeputado ficou ferido em um dos ataques, enquanto um porta-voz do Parlamento Europeu (PE) confirmou que o deputado Ignasi Guardans (CiU) liderava uma delegação de comércio exterior na Índia. Hemant Karkare, chefe do esquadrão antiterrorista de Mumbai, está entre as vítimas dos múltiplos atentados, segundo a televisão local.

Em julho de 2006, Mumbai foi alvo de uma série de ataques coordenados que deixaram quase 190 mortos e mais de 700 feridos. Nesse incidente, bombas foram detonadas em trens nos horários de maior movimento. A polícia indiana acusou a agência de inteligência do Paquistão de estar por trás do planejamento daqueles ataques, executados por militantes islâmicos. O Paquistão negou as alegações.


Repercussão


O governo dos Estados Unidos, no começo da noite desta quarta-feira, condenou os "horrendos" atentados em Mumbai. "Nós condenamos com veemência os horrendos ataques terroristas que ocorreram em Mumbai, Índia", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, Robert Wood, em comunicado.

O presidente eleito Barack Obama prometeu trabalhar ao lado da Índia, para "destruir as redes terroristas". No Reino Unido, o primeiro-ministro, Gordon Brown, disse que o ataque foi "ultrajante" e terá uma "resposta vigorosa."

Após invasão do Exército, hotel na Índia pega fogo


MUMBAI - O Hotel Taj Mahal, um dos mais luxuosos da metrópole indiana de Mumbai, pegou fogo na madrugada da quinta-feira (horário local), após comandos do exército indiano invadirem o prédio, onde militantes islâmicos mantém hóspedes como reféns. Terroristas desfecharam uma série de ataques nas regiões central e sul da cidade de Mumbai, na Índia, principalmente no distrito de Colaba, na região sul da cidade, que é a capital financeira e comercial do país.



Reuters - Hotel Taja Mahal

Durante a noite de quarta-feira e a madrugada de quinta-feira, foram pelo menos nove ataques na metrópole indiana, contra alvos selecionados, que incluem três hotéis de luxo, uma estação ferroviária e delegacias de polícia. Pelo menos 78 pessoas foram mortas e 200 ficaram feridas na série de ataques até agora. Um grupo até agora pouco conhecido, o Mujaheddin do Decã, assumiu a autoria da série de ataques.



Situação de Momento

Militantes estão escondidos em dois hotéis de luxo atacados, que estão parcialmente em chamas, e mantêm um número indeterminado de ocidentais como reféns. Policiais e o Exército tentaram invadir os locais e trocaram tiros com os terroristas. Segundo a polícia, os terroristas lançaram granadas e impediram o avanço das tropas.

Vilasrao Deshmukh, ministro-chefe do estado de Maharashtra, do qual Mumbai é capital, disse que a situação ainda não está sob controle na cidade. Segundo ele, 11 policiais morreram nos combates. Não está claro se eles estão incluídos na cifra de 78 mortos.

As autoridades confirmaram que quatro terroristas foram mortos em confrontos com a polícia quando tentavam fugir em carros, e que nove foram detidos. Os policiais também teriam conseguido desarmar, em vários locais, bombas preparadas para explodir.

O chefe da polícia antiterror na cidade, Hemant Karkare, teria sido morto durante os ataques, segundo a TV local. A informação ainda não foi confirmada oficialmente.

Repercussão

O Itamaraty condenou os ataques e informou que, segundo o consulado na cidade, não há registro de cidadãos brasileiros entre as vítimas.

A Casa Branca também criticou os atentados e lamentou a "perda de vidas inocentes" que resultou deles. O governo americano disse que reuniu funcionários de contraterrorismo, inteligência e defesa para avaliar os ataques e oferecer ajuda à Índia.

Segundo um porta-voz, o presidente George W. Bush estava sendo mantido informado sobre a situação e sobre a suposta "situação de reféns".

O Departamento de Estado dos EUA, por meio de seu porta-voz Robert Wood, condenou fortemente os ataques e disse que não havia informações sobre vítimas norte-americanas.

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, condenou os atentados e disse que os EUA e a Índia devem trabalhar em conjunto para combater as redes terroristas.

"Estes ataques coordenados a civis inocentes demonstram como é grave e urgente a ameaça do terrorismo. Os Estados Unidos devem continuar a fortalecer as parcerias com a Índia e com as nações ao redor do mundo para cortar pela raiz e destruir as redes terroristas", disse o porta-voz de Segurança Nacional de Obama, Brooke Anderson.

A Eurocâmara informou que nenhum dos deputados da União Européia que estavam em missão na cidade se feriu. De acordo com porta-voz do parlamento, eles estavam em um restaurante no momento dos ataques.

O eurodeputado espanhol Ignasi Guardans disse à agência EFE que ele estava retido no restaurante e não podia sair por "razões de segurança".

A Índia registrou vários atentados a bomba nos últimos anos. Embora a maioria dos atentados tenha sido creditada a militantes islâmicos, a polícia também prendeu extremistas hinduístas suspeitos em alguns casos.

Veja cronologia dos principais ataques terroristas na Índia

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